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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Primeiro-ministro saúda entendimento e espera "impacto económico positivo"

Com este acordo, será posto fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro, na sequência da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

15 de junho de 2026 às 11:02

O primeiro-ministro português saudou esta segunda-feira o entendimento alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão, esperando que permita o regresso à via diplomática com vista à paz e que tenha "um impacto económico positivo".

Numa nota na rede social Twitter, Luís Montenegro diz ainda esperar que o entendimento permita "a reabertura do estreito de Ormuz, o regresso à via diplomática para fazer face ao programa nuclear de Teerão e o fim dos ataques iranianos aos países vizinhos".

"A paz e a estabilidade regional são essenciais e a liberdade de navegação deverá ser total e sem restrições. A progressiva retoma da normalidade deverá ter um impacto económico positivo, incluindo no preço dos combustíveis, na segurança alimentar de várias regiões do mundo e nas cadeias de produção globais", destaca o chefe do Governo português.

Também o Presidente da República, António José Seguro, já tinha saudado esta segunda-feira o acordo, esperando que este sirva para pôr fim imediato ao conflito, incluindo no Líbano.

No domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter chegado a um acordo com o Irão para reabrir o estreito de Ormuz, cujo encerramento provocou graves perturbações, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa via.

Em troca da reabertura, os Estados Unidos levantarão o bloqueio marítimo imposto à entrada e saída de navios nos portos iranianos, segundo disse Trump na rede social Truth Social.

Com este acordo, será posto fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro, na sequência da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

Embora ainda existam questões técnicas relativas ao programa nuclear iraniano, as delegações vão realizar reuniões preparatórias durante a semana, antes da assinatura oficial prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

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