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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Suécia anuncia redução dos impostos sobre os combustíveis na sequência do conflito no Médio Oriente

Redução será, numa primeira fase, alinhada com o nível mínimo de imposto exigido pela União Europeia.

23 de março de 2026 às 12:29

A Suécia vai reduzir temporariamente os impostos sobre a gasolina e o gasóleo para fazer face à subida vertiginosa dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente, anunciou esta segunda-feira o Governo de Estocolmo.

Caso obtenha luz verde do parlamento, no qual a coligação governamental de centro-direita detém maioria, a medida entrará em vigor a 01 de maio e aplicar-se-á até ao final de setembro.

A redução será, numa primeira fase, alinhada com o nível mínimo de imposto exigido pela União Europeia (UE).

"Todos os partidos devem reconhecer que o que se passa no Médio Oriente e no resto do mundo está a colocar a economia sueca sob forte pressão", declarou o primeiro-ministro, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa.

A descida do imposto traduzir-se-á numa redução de uma coroa (0,09 euros) por litro de gasolina e de 0,4 coroa por litro de gasóleo. Se necessário, o Governo pedirá autorização à Comissão Europeia para reduzir ainda mais estes impostos.

Por outro lado, serão também propostas subvenções às famílias para compensar a subida dos preços da eletricidade, indicou o executivo.

Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.

"Ter automóvel é necessário em muitas partes do país", sublinhou Jimmie Akesson, líder do partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), que apoia o Governo de direita.

"Reduzir os custos do combustível é também uma medida que contribui para travar a inflação, e essa é outra razão para o fazer", acrescentou o político, na conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro Kristersson.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios. Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.

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