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Teerão nega que haja reuniões com EUA marcadas para esta semana

Irão afirmou no domingo que a responsabilidade pelo estreito recai exclusivamente sobre a República Islâmica.

29 de junho de 2026 às 13:08

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse este segunda-feira que não há reuniões previstas entre Irão e Estados Unidos esta semana no Qatar, negando notícias da imprensa norte-americana sobre um encontro na terça-feira.

"Não há nenhuma reunião técnica dos grupos de trabalho planeada para esta semana", afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, segundo a televisão estatal, classificando as notícias como incorretas.

Nos últimos dias a tensão entre os dois países voltou a aumentar após uma agressão iraniana a um navio com bandeira de Singapura que navegava pelo estreito de Ormuz.

Washington descreveu este incidente como uma violação do acordo estabelecido entre os EUA e os iranianos, lançando posteriormente ataques aéreos de retaliação contra o Irão.

Teerão, por sua vez, denunciou uma violação do cessar-fogo e respondeu com ataques contra bases e infraestruturas controladas pelos norte-americanos no Médio Oriente.

O Irão afirmou no domingo que a responsabilidade pelo estreito recai exclusivamente sobre a República Islâmica.

"Nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

O Irão e Omã tiveram uma reunião sobre aquele canal, por onde passava, antes da guerra, um quinto dos navios que transportavam petróleo para todo o mundo.

Nos últimos meses, as autoridades iranianas têm insistido que o estreito deve ser gerido conjuntamente por Teerão e Mascate, os dois Estados costeiros da zona.

Washington e outros países já apelaram para o regresso ao estatuto anterior ao conflito, referindo-se à ausência de portagens.

O memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra estipula que "a República Islâmica do Irão dialogará com o sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em consulta com os outros Estados que fazem fronteira com o golfo pérsico, em conformidade com o direito internacional aplicável e os direitos soberanos dos Estados costeiros do estreito de Ormuz".

O texto prevê que a passagem de Ormuz seja gratuita "apenas durante 60 dias", não estando ainda definido o que acontecerá após esse período.

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