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Trump manifesta "apoio total e incondicional" a Netanyahu a dias das legislativas

Presidente norte-americano diz que o primeiro-ministro israelita tem sido um "guerreiro e um parceiro no combate à República Islâmica do Irão".

18 de outubro de 2026 às 16:54

O Presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou este domingo "apoio total e incondicional" a Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de 27 de outubro em Israel, dizendo que se o atual primeiro-ministro não for reeleito, a América ficará sozinha na guerra contra o Irão.

Numa mensagem dirigida ao "povo de Israel", publicada na rede social Truth Social a nove dias do ato eleitoral, o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) expressa o "apoio total e incondicional a Bibi Netanyahu na sua próxima corrida à reeleição como primeiro-ministro de Israel".

"Bibi Netanyahu tem sido um grande primeiro-ministro, guerreiro e um parceiro ainda maior pela paz no combate à República Islâmica do Irão", começa por referir, dizendo que tem observado o atual chefe de Governo israelita "nos momentos mais difíceis".

“Se Israel tiver o líder errado – o que seria qualquer pessoa que não fosse Bibi –, a América terá de fazer este trabalho sozinha, e não estou disposto a fazê-lo. Bibi Netanyahu tem-se mostrado forte, corajoso e brilhante perante uma oposição tremenda, incluindo a proveniente de Israel. Apesar de tudo isso, resistiu (…)”, salientou.

Afirmando que Netanyahu “não cedeu” e que se tornou “mais forte”, Trump disse que este “é o tipo de parceiro que os EUA exigem de Israel”.

Netanyahu reagiu ao apoio agradecendo as palavras de Trump. “Obrigado, Presidente Trump, pelo imenso apoio e pelo nosso trabalho conjunto. Juntos, levaremos a missão até ao fim!”, escreveu no X.

As eleições legislativas em Israel estão marcadas para 27 de outubro.

As legislativas são uma das mais incertas de sempre, com a generalidade das sondagens a atribuir ligeira vantagem ao partido Yashar, do ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, à frente do Likud, de Benjamin Netanyahu.

Qualquer um dos dois candidatos está porém aquém dos 61 deputados que permitem o controlo do Knesset (parlamento), mesmo com alianças do bloco pró-governamental ou de oposição.

Os partidos árabes podem conseguir até quase 20 lugares no Knesset, segundo as sondagens.

A votação antecipada começou em 15 de outubro em quase 100 países, incluindo Portugal, dirigida a cerca de 4.800 funcionários diplomáticos e familiares.

Nesta semana, começarão a votar os militares destacados no estrangeiro.

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