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União Europeia prepara-se para eventual escassez de combustível devido ao bloqueio do estreito de Ormuz

Comissário europeu afirmou que, por enquanto, não há problemas de abastecimento de hidrocarbonetos na UE.

05 de maio de 2026 às 12:20

O comissário europeu para a Energia afirmou, esta terça-feira que, por enquanto, não há problemas de abastecimento de hidrocarbonetos na UE devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, mas acrescentou que a UE está a preparar-se para uma possível escassez.

"Continuamos a preparar-nos para uma situação em que possam surgir problemas de segurança do abastecimento. Ainda não chegámos a esse ponto, mas pode acontecer, especialmente no que diz respeito ao querosene [combustível derivado do petróleo utilizado na aviação]" afirmou Jørgensen em declarações à imprensa após receber em Bruxelas o ministro da Energia da Moldávia, Dorin Junghietu.

"Esperamos não chegar a esse ponto, mas estamos a preparar-nos (...), a esperança não é uma estratégia", acrescentou o social-democrata dinamarquês.

"Muito cedo para dizer quando voltaremos a uma situação normal" salientou o comissário, acrescentando que, mesmo que isso aconteça, "na melhor das hipóteses, a situação é muito grave", porque alguns dos danos nas infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico, especialmente no Qatar, levarão anos a recuperar.

"O mundo enfrenta aquela que é provavelmente a crise energética mais grave da história, uma crise que está a por à prova a resiliência das economias, das sociedades e das nossas alianças", afirmou Jørgensen, que elevou para 30.000 milhões de euros o montante adicional gasto na compra de combustíveis fósseis "sem receber qualquer fornecimento extra".

Para além de mitigar a volatilidade a curto prazo, o comissário insistiu que, a longo prazo, a União Europeia (UE) deve acelerar os esforços para "construir uma resiliência duradoura através de interligações mais sólidas, uma maior diversificação, a expansão das energias limpas e uma integração mais profunda do mercado".

O alto funcionário comunitário concluiu que a "lição crucial" da crise do Ormuz é que "a dependência energética não é apenas uma questão económica, mas também uma vulnerabilidade estratégica".

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