Internista do Hospital de São João no Porto considera que confinamento e recolher obrigatório são inúteis e prejudiciais

António Ferreira afirma que não é negacionista da pandemia e que defende o distanciamento social e o uso de máscara.

18 de novembro de 2020 às 13:37
Hospital de São João, no Porto Foto: Peter Spark
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O internista António Ferreira, do Hospital de São João, considerou hoje que as medidas de combate à covid-19 que levam à paragem da atividade social e económica, como o confinamento, o recolher obrigatório, "são inúteis e prejudiciais".

Na sua intervenção na conferência "71 minutos pela Saúde", organizada pela Convenção Nacional da Saúde, António Ferreira começou por afirmar que não é negacionista.

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"Sei que a pandemia de covid-19 é um problema muito grave de saúde pública e também social. Defendo convictamente as medidas de prevenção não farmacológica, consubstanciada no distanciamento social, na higiene das mãos e no uso de máscara e não subscrevo as posições de alguns países e de alguns investigadores e epidemiologistas que defendem que se deixa o vírus circular para criar imunidade de grupo", afirmou o especialista.

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