EUA detêm mais um petroleiro nas Caraíbas perto da Venezuela
Segundo vários observadores de tráfego marítimo, a embarcação já tinha navegado sob as bandeiras do Panamá e da Libéria.
Os Estados Unidos divulgaram terça-feira a apreensão de um petroleiro no mar das Caraíbas, a sétima operação deste tipo desde que o Presidente Donald Trump impôs em dezembro um bloqueio aos navios sob sanções ligadas à Venezuela.
O Sagitta "estava a operar em desafio à quarentena imposta aos navios sob sanções pelo Presidente Trump", explicou o Comando Sul dos EUA, acrescentando que a operação decorreu "sem incidentes".
Segundo vários observadores de tráfego marítimo, a embarcação já tinha navegado sob as bandeiras do Panamá e da Libéria.
O comando militar norte-americano, que divulgou a operação nas redes sociais, não informou se a Guarda Costeira dos EUA assumiu o controlo do petroleiro, como ocorreu em apreensões anteriores.
"O único petróleo que sairá da Venezuela é o petróleo autorizado", acrescentou esta força militar numa mensagem acompanhada de um vídeo que mostra o navio no mar.
Entre os sete petroleiros intercetados pelos Estados Unidos está uma embarcação ligada à Rússia, apreendida no Atlântico Norte após uma perseguição de semanas no âmbito do bloqueio americano às exportações de petróleo venezuelano.
A riqueza petrolífera da Venezuela, país que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, está no centro da intervenção dos EUA naquele país, onde o presidente Nicolás Maduro foi preso pelos norte-americanos.
Menos de duas semanas após a sua captura, os Estados Unidos realizaram a sua primeira venda de crude venezuelano, um negócio de 500 milhões de dólares.
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