André Ventura desvaloriza apoio de Cavaco Silva a António José Seguro

Líder do partido de extrema-direita reafirmou que as "elites" se estão a juntar contra si para impedir uma vitória na segunda volta das Presidenciais

26 de janeiro de 2026 às 13:18
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André Ventura desvalorizou esta segunda-feira o apoio público de Aníbal Cavaco Silva à candidatura de António José Seguro na segunda volta das Eleições Presidenciais. Em declarações aos jornalistas à margem da campanha, o líder do Chega e candidato nas eleições do próximo dia 8 de fevereiro voltou a afirmar que "o sistema" se está a juntar para impedir uma vitória sua, e considerou que as figuras históricas da direita que se têm manifestado nos últimos dias já nada representam do eleitorado.

Afirmando que "Cavaco Silva esteve sempre contra o Chega", Ventura lembrou que isso não tem impedido o crescimento do partido. "Já vencemos na terra de Cavaco. Foi inclusive nos momentos em que mais apelou ao voto contra o Chega que as pessoas mais votaram em nós", afirmou.

Ventura, que nas sondagens mais recentes surge bastante atrás de António José Seguro e com poucas hipóteses de ser eleito Presidente da República, voltou a afirmar que a sua é uma candidatura "anti-sistema", e que as movimentações dos últimos dias, com várias figuras do espaço da direita a tornarem público o apoio ao candidato apoiado pelo PS, mais não é do que "figuras cimeiras do sistema a juntarem-se, não numa lógica de apoio a Seguro, mas numa lógica anti-André Ventura".

O candidato do espaço da extrema-direita admitiu, ainda assim, surpresa pelo posicionamento de alguns ex-governantes de direita. "Surpreende-me que Paulo Portas, alguém que sempre disse que o socialismo mata, venha agora apoiar António José Seguro". E desafiou uma das suas referências políticas a posicionar-se. "Respeito que se tenha mantido à margem, mas era bom saber o que pensa Pedro Passos Coelho".

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O candidato presidencial voltou a enquadrar estas eleições como "uma luta do povo contra as elites", que acusou de se terem "vendido há 40 anos" e de já nada representarem para o eleitorado da direita. "São figuras do sistema que querem manter a sua quota parte do sistema", atacou.

Ainda que reconhecendo a dificuldade da "luta" nesta segunda volta, Ventura afirmou que tal se deve ao facto de "serem as elites todas contra mim", e mostrou-se confiante de ainda poder encurtar a margem para Seguro até dia 8. "Há uma alternativa mesmo que as elites achem que não há. O povo está farto destas elites, é isso que a minha candidatura representa", disse.

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