Das tempestades meteorológicas às políticas: Seguro fala sobre efeitos do mau tempo e futuro da Democracia

Candidato presidencial esteve em entrevista na CMTV.

Atualizado a 05 de fevereiro de 2026 às 21:11
António José Seguro durante entrevista à CMTV
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O candidato presidencial António José Seguro falou sobre as tempestades que fustigam o País, em entrevista à CMTV esta quinta-feira, defendendo as eleições a dia 8 de fevereiro, à exceção dos concelhos afetados pelo mau tempo. 

Seguro defende que as eleições presidenciais decorram no próximo domingo, dia 8 de fevereiro, como esperado, à exceção dos locais afetados pelas tempestades, em entrevista à CMTV, na noite desta quinta-feira.

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"Só nesses casos é que os portugueses terão direito de exercer o direito de voto no dia 15 de fevereiro", disse Seguro relativamente ao adiamento das eleições presidenciais.

Seguro "acredita no bom senso dos portugueses que sabem que o País tem de continuar".

O candidato refere que a urgência é "acudir as famílias" e que os apoios cheguem "rapidamente às pessoas". "Tem muitas pessoas que ainda vivem situações dramáticas, sem água, sem luz", recorda Seguro.

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António José Seguro diz que a informação recolhida em situações de emergência e recomenda, por exemplo, a utilização de um drone que faça uma captação geral do estado de cada região.

"Houve uma recolha tardia de informação", criticou o candidato. "As pessoas devem ter sempre em casa um rádio a pilhas", recomendou Seguro, acreditando que os portugueses não estão preparados para situações de emergência. "Temos de acudir com urgência e prevenir consequências. O Estado tem de ser completamente eficiente na resposta", realçou o socialista.

"Fui de imediato para o terreno, mas sem comunicação social, porque isso permitiu-me ouvir as pessoas", disse Seguro que voltaria a fazê-lo desta forma para não "atrapalhar" as operações e recolher informação útil para a população.

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Seguro garante que se for eleito Presidente voltará às regiões afetadas pelas tempestades.

"A política se não servir para resolver os problemas das pessoas, não serve para nada", declarou o socialista.

Em relação à primeira prioridade como Presidente da República, Seguro aponta o acesso dos portugueses à Saúde "a tempo e horas", prometendo trabalhar para que exista "um compromisso" entre os partidos.

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Seguro voltou a apontar alguns dos principais valores políticos que regem a sua candidatura: resolver problemas na Habitação, procurar soluções para a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

"Tenho mantido os níveis de cordialidade que permitam manter uma relação institucional com o líder do partido Chega. Sou um democrata e respeito o voto dos portugueses", afirmou Seguro, mas deixou claro: "comigo não há Governos contra a Constituição da República".

António José Seguro passou à segunda volta das eleições presidenciais, com 31,11% dos votos, e enfrentará André Ventura que arrecadou 23,52%.

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O sufrágio decorrerá no próximo domingo, dia 8 de fevereiro, em Portugal, à exceção de alguns municípios afetados pelas tempestades, como Golegã e Alcácer do Sal, que adiaram as eleições para dia 15.

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