CGTP critica Ventura e pede derrota de quem culpa sempre o imigrante e nunca o patrão

Secretário-geral da central sindical acusou indiretamente Ventura de empregar uma "retórica que coloca trabalhador contra trabalhador".

26 de janeiro de 2026 às 18:17
Secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, criticou ideias do líder do Chega Foto: Filipe Amorim/Lusa
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O secretário-geral da CGTP-IN apelou esta segunda-feira aos trabalhadores para que derrotem, nas eleições presidenciais, a "retórica que coloca trabalhador contra trabalhador" e que culpa sempre o imigrante e nunca o patrão, esperando que Seguro cumpra as suas promessas.

"Relativamente às [eleições] presidenciais, deixar aqui também um apelo, um apelo aos trabalhadores, ao mundo do trabalho: é preciso derrotar aqueles que diariamente usam uma retórica de colocar trabalhador contra trabalhador, que na sua retórica diária a única coisa que dizem é culpar aquele que nada tem, colocando contra quem pouco tem. Dessa conversa nós estamos fartos", apelou Tiago Oliveira, em declarações aos jornalistas na sede da central intersindical, em Lisboa.

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Apesar de nunca referir diretamente o nome de André Ventura, que vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais dia 8 de fevereiro com António José Seguro, o dirigente da CGTP-IN fez referência ao líder do Chega e candidato a Belém, criticando quem está "sempre a falar de rendimento mínimo e nunca fala do rendimento máximo".

"Aquele que culpa sempre o trabalhador imigrante e não culpa o patrão, porque à custa do trabalhador imigrante não aumenta os salários de todos nós, que é sempre o mesmo, que é esse que ganha, de facto, os grandes lucros. Essa retórica tem que ser combatida e cá estaremos nós para dar combate", garantiu.

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Tiago Oliveira pediu aos trabalhadores para que olhem para a sua condição laboral e lutem para a melhorar, realçando que "todos nós, independentemente de onde a gente vem, somos trabalhadores".

"Somos todos nós que fazemos falta todos os dias para que nada falte na nossa vida e, portanto, isso é que precisamos combater, essa retórica dominante que anda aí a tentar ser criada", criticou.

Após uma reunião com o coordenador nacional do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, que disse esperar que os compromissos sobre o pacote laboral sejam "para valer", Tiago Oliveira também afirmou que espera que o socialista António José Seguro se mantenha coerente com as suas declarações durante a campanha sobre o pacote laboral, caso seja eleito chefe de Estado.

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"O próprio António José Seguro diz que este pacote laboral é para derrotar. Ora, aquilo que a CGTP espera é que quem usa estas palavras em campanha eleitoral que o faça depois, caso seja eleito o Presidente da República", afirmou.

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