CNE garante estar "tudo a postos" para as eleições de domingo

Porta-voz da CNE recordou que os municípios podem, até domingo, adiar as eleições ou alterar locais de voto.

06 de fevereiro de 2026 às 19:59
Eleições Foto: Lusa
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O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) garantiu esta sexta-feira estar "tudo a postos" para as eleições presidenciais de domingo, apesar de alguns municípios terem adiado a sua realização e outros alterado locais de voto devido ao mau tempo.

"Está tudo a postos, mas estamos a monitorizar a situação porque, até domingo, ainda poderá haver alterações devido às previsões de chuva intensa", afirmou André Wemans.

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Em declarações à Lusa, o porta-voz da CNE recordou que os municípios podem, até domingo, adiar as eleições ou alterar locais de voto.

Até ao momento, por causa das consequências do mau tempo, já três municípios decidiram adiar a realização das eleições: Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, e Golegã, no distrito de Santarém.

O Município de Santarém, onde foi decretada a situação de calamidade, pediu apenas o adiamento da votação em duas secções do concelho.

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Além destes adiamentos, a CNE regista, até agora, 57 alterações de locais de votos pedidas por municípios de 13 dos 18 distritos de Portugal continental e um da Região Autónoma da Madeira, segundo o Portal do Eleitor, da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

Os distritos em causa são: Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Santarém, Vila Real e Viseu.

Leiria, um dos distritos mais afetados pelo mau tempo, regista 25 alterações de locais de voto, seguido de Coimbra e Santarém com seis cada, Évora com quatro, Lisboa com três, Bragança, Faro, Guarda e Viseu com duas e Beja, Braga, Castelo Branco, Vila Real e a Madeira com uma, especifica o Portal do Eleitor.

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Apelando à participação dos cidadãos nas eleições de domingo, a CNE recomendou a confirmação do local de voto através do número 3838 ou em www.recenseamento.mai.gov.pt.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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