"Dia mau" de Cotrim dá gás a Marques Mendes
Candidato da AD acredita que pode beneficiar com apoio de liberal a Ventura
Em Fátima, o mês é mais fraco. “Janeiro a março é sempre assim. Tudo vazio”, diz-nos uma lojista numa das praças principais perto do santuário. “É como os candidatos”, ironiza. A dúvida repete-se: “Sei bem em que não vou votar. No militar e no Ventura. Agora em quem, é mais difícil”. Está dividida entre Seguro e Marques Mendes. “Vou decidir no dia, se calhar”, ri-se. Na rua o burburinho da comitiva de Marques Mendes enche o silêncio.
O candidato apoiado pela AD rejeita “uma campanha nublada” e prefere falar de “campanha fresca” ao mesmo tempo que caem meia dúzia de pingos de chuva. Assume-se como católico e diz que vem “visitar Fátima, não à procura de um milagre, mas à procura do apoio dos portugueses”. O dia mau para a candidatura de Cotrim de Figueiredo dá gás ao outro lado da barricada. Marques Mendes diz que a aproximação a Ventura “é uma desilusão” e acrescenta que alguns que já votaram na IL no domingo, perante as insinuações de aproximação ao Chega, "se sentem enganados”. Até acredita que quem ia votar em Cotrim possa agora votar na sua candidatura. Em Leiria, num almoço com empresários, o candidato teve uma surpresa: o discurso da mulher, Sofia Marques Mendes.
Assume-se como “discreta”, mas acrescenta que quer mostrar “publicamente o orgulho” no marido. “Todos os dias me consegues surpreender”, diz, dirigindo-se a Mendes, acrescentando sentir que o marido "é a pessoa mais certa para a Presidência da República”. Com um “amo-te” terminou a intervenção de poucos minutos. Marques Mendes agradeceu e, no seu discurso, pediu a "ajuda" dos empresários se concordarem com a sua mensagem. "Se entenderem de outra maneira, ganhar ou perder é democracia e respeito os votos de todos", concluiu.
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