Forças Armadas transportaram eleitores para votar em Alcácer do Sal
Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, foi um dos municípios que pediu o adiamento da votação na segunda volta das eleições presidenciais.
As Forças Armadas fizeram este domingo 25 transportes em veículo anfíbio em Alcácer do Sal, para permitir às populações afetadas pelas cheias votar na segunda volta das eleições presidenciais.
Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) indica que até às 18h00 deste domingo estiveram no terreno 2.992 militares, 355 viaturas, 24 máquinas de engenharia, 67 embarcações e oito meios aéreos a prestar apoio às populações afetadas pelo mau tempo.
Neste ponto de situação da operação Intempéries, é referido que foram efetuadas "25 ações de transporte anfíbio no concelho de Alcácer do Sal, permitindo que os habitantes de diversas localidades afetadas pelas cheias pudessem exercer o direito ao voto".
Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, foi um dos municípios que pediu o adiamento da votação na segunda volta das eleições presidenciais.
As Forças Armadas transportaram também 75 pessoas, por via terrestre, em Montemor-o-Velho, "assegurando mobilidade e resposta a necessidades pontuais em coordenação com as entidades locais".
O EMGFA refere igualmente que os militares realizaram 30 ações de apoio a habitações e quatro relacionadas com geradores, 92 patrulhas de proximidade, distribuíram 69 refeições, disponibilizaram 121 banhos quentes.
Foram transportadas 338 toneladas de cargas em Pedrógão Grande e Leiria, abertos 21 quilómetros de itinerários na Marinha Grande, removidas 54 toneladas de escombros na Marinha Grande e duas toneladas de detritos fluviais.
Os militares portugueses fizeram o reconhecimento de nove quilómetros de infraestruturas elétricas, instalaram 125 metros de barreiras de contenção, aplicaram 250 toneladas de inertes em pontos críticos em Pedrógão Grande e levaram a cabo ações de reconhecimento de áreas sinistradas em 469 quilómetros.
Foram realizadas ainda três missões de monitorização e recolha de imagens, sobrevoando áreas dos rios Lima, Ave, Douro, Tâmega, Vouga, Lis, Mondego, Tejo e Sado, "com especial enfoque na zona de Alcácer do Sal", segundo a mesma nota informativa.
Em valores acumulados até este domingo, as Forças Armadas reportam terem estado empenhados um total de 38.256 militares, 4.715 viaturas e 341 máquinas de engenharia, um total de 748 meios anfíbios e 33 missões aéreas, totalizando 73 horas de voo, refere o comunicado.
Noutro comunicado, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional referem que continuam 47 botes em prontidão para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, e estão mobilizados cerca de 482 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 68 viaturas, 52 embarcações, cinco geradores e 17 drones, além de um helicóptero em prontidão.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
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