Gouveia e Melo diz que se Seguro vencer é escolhido alguém impreparado
Candidato presidencial, que de acordo com as sondagens está cada vez mais longe da segunda volta, afirmou que "os portugueses viveriam com essa decisão".
O candidato presidencial Gouveia e Melo desvalorizou esta terça-feira as sondagens que o colocam fora da segunda volta, alegando que, a acreditar nelas, os portugueses escolheriam António José Seguro, alguém impreparado e com posições redondas.
Gouveia e Melo falava aos jornalistas à entrada para um jantar comício da sua candidatura, em Terrugem, concelho de Sintra, depois de confrontado com a mais recente sondagem da Católica, que coloca André Ventura e António José Seguro a disputar a segunda volta das eleições presidenciais.
"Essa segunda volta, se assim fosse", segundo o almirante, "mostraria que o doutor António José Seguro, que praticamente não disse nada, que teve sempre posições redondas e que na minha muito modesta opinião é uma pessoa que não está preparada para os tempos que nos espera, tinha ganho a confiança dos portugueses, porque seria ele necessariamente o Presidente da República".
"E depois os portugueses viveriam com essa decisão", sustentou, antes de considerar que o presidente do Chega, André Ventura, não tem qualquer hipótese de ser eleito Presidente da República, "face à taxa de rejeição que tem".
Gouveia e Melo procurou sobretudo passar a mensagem de que os resultados das sondagens não o desanimam. E, em concreto, sobre o estudo da Universidade Católica advogou que reflete "já uma semana para trás".
"Por outro lado, ainda tem uma grande dose de indecisos. Se olharem para a ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião. Portanto, há muita coisa que está em jogo neste momento", defendeu.
Ainda de acordo com o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, as sondagens, "no passado recente, não conseguiram medir a realidade".
"Nesta, há 15% de indecisos, o que é muito para esta fase. Os dados mudaram entre a semana passada e esta semana e 50% de quem respondeu diz que ainda pode mudar de opinião. Por isso, há muita coisa em aberto", acrescentou.
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