Gouveia e Melo diz que se Seguro vencer é escolhido alguém impreparado

Candidato presidencial, que de acordo com as sondagens está cada vez mais longe da segunda volta, afirmou que "os portugueses viveriam com essa decisão".

13 de janeiro de 2026 às 22:31
Gouveia e Melo Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O candidato presidencial Gouveia e Melo desvalorizou esta terça-feira as sondagens que o colocam fora da segunda volta, alegando que, a acreditar nelas, os portugueses escolheriam António José Seguro, alguém impreparado e com posições redondas.

Gouveia e Melo falava aos jornalistas à entrada para um jantar comício da sua candidatura, em Terrugem, concelho de Sintra, depois de confrontado com a mais recente sondagem da Católica, que coloca André Ventura e António José Seguro a disputar a segunda volta das eleições presidenciais.

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"Essa segunda volta, se assim fosse", segundo o almirante, "mostraria que o doutor António José Seguro, que praticamente não disse nada, que teve sempre posições redondas e que na minha muito modesta opinião é uma pessoa que não está preparada para os tempos que nos espera, tinha ganho a confiança dos portugueses, porque seria ele necessariamente o Presidente da República".

"E depois os portugueses viveriam com essa decisão", sustentou, antes de considerar que o presidente do Chega, André Ventura, não tem qualquer hipótese de ser eleito Presidente da República, "face à taxa de rejeição que tem".

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Gouveia e Melo procurou sobretudo passar a mensagem de que os resultados das sondagens não o desanimam. E, em concreto, sobre o estudo da Universidade Católica advogou que reflete "já uma semana para trás".

"Por outro lado, ainda tem uma grande dose de indecisos. Se olharem para a ficha técnica da sondagem, mais de 50% das pessoas dizem que podem mudar de opinião. Portanto, há muita coisa que está em jogo neste momento", defendeu.

Ainda de acordo com o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, as sondagens, "no passado recente, não conseguiram medir a realidade".

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"Nesta, há 15% de indecisos, o que é muito para esta fase. Os dados mudaram entre a semana passada e esta semana e 50% de quem respondeu diz que ainda pode mudar de opinião. Por isso, há muita coisa em aberto", acrescentou.

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