Isabel Mendes Lopes diz que Jorge Pinto é "contraponto" num País de "salve-se quem puder"

Candidato apoiado pelo Livre encerrou a campanha com um comício no Teatro da Luz, em Lisboa.

16 de janeiro de 2026 às 23:14
Jorge Pinto com membros do Livre Foto: Paulo Novais/Lusa
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A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes defendeu esta sexta-feira que Jorge Pinto é o "contraponto" de quem quer descredibilizar as instituições e um País de "salve-se quem puder e cada um por si".

Isabel Mendes Lopes, que discursava no comício de encerramento da campanha de Jorge Pinto, no Teatro da Luz, em Lisboa, lamentou que haja candidatos a "defender abertamente uma Constituição diferente" e disse que o "regime está em risco", uma vez que o que antes era consensual, como o respeito pelas instituições e a boa educação, "está posto em causa porque o ódio é mais imediato, gera mais atenção, provoca mais reações".

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"Ninguém aqui tem dúvidas, ninguém aqui tem dúvidas de que agora o País está muito mais alerta para o risco e o perigo de uma revisão constitucional e é assim porque o Jorge Pinto trouxe este tema para a campanha, trouxe este risco para a campanha e obrigou vários dos candidatos a posicionarem-se relativamente a este perigo de revisão constitucional", frisou.

A porta-voz do Livre argumentou que, se "as instituições deixam de merecer confiança", resta o "salve-se quem puder e o cada um por si" onde se "sabe bem quem ganha".

"Ganha quem espezinha, quem abusa, quem explora os outros, e é por isso que nós, na verdade, assistimos a todos estes projetos de poder, em Portugal e em todo o mundo. Os projetos de poder que querem trazer a bandalheira, que querem achincalhar a política", acrescentou.

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Isabel Mendes Lopes defendeu que, para impedir estes projetos políticos, é necessário um "contraponto como o Jorge Pinto", alguém que se "apresenta com verdade e que tem a coragem de dizer que a democracia é uma construção coletiva" que precisa de confiança "unos nos outros".

A líder parlamentar do Livre disse também que, mais do que um contraponto, Jorge Pinto "é alguém que teve a coragem de trazer a palavra amor para uma eleição presidencial".

"E não é de somenos trazer a palavra amor para o discurso político. Ontem no Porto eu falei sobre como as palavras são importantes e são mesmo porque o que nós dizemos, a maneira como dizemos, não é de todo irrelevante porque são as palavras que nos unem, que definem o contexto em que nós vivemos", frisou.

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Isabel Mendes Lopes elogiou ainda o candidato por, "numa altura em que o discurso político está tão polarizado, está tão marcado pelo ódio, pelo jogo político, pelas tricas", ter a "coragem de usar a palavra amor e recentrar o debate naquilo que interessa".

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