Líder da extrema-direita francesa diz que vitória de Ventura tornaria Portugal "parceiro sólido"
Jordan Bardella diz estar "muito orgulhoso" com a eleição de André Ventura para a segunda volta das presidenciais.
O líder do partido francês União Nacional, Jordan Bardella, disse esta terça-feira à Lusa que uma vitória de André Ventura nas presidenciais tornaria Portugal um "parceiro extremamente sólido" e seria "desejável para a Europa das nações".
Em declarações à agência Lusa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que se realiza esta semana em Estrasburgo, Jordan Bardella disse estar "muito orgulhoso" com a eleição de André Ventura para a segunda volta das presidenciais e reiterou o apoio à sua candidatura.
"Espero que o André ganhe e que tenhamos a oportunidade de, daqui a algumas semanas, juntarmo-nos a ele nas instâncias europeias", afirmou Jordan Bardella, referindo-se às eleições presidenciais francesas, em 2027, às quais será candidato caso a justiça francesa confirme que Marine Le Pen não se pode candidatar.
Jordan Bardella, que é também presidente do grupo político europeu Patriotas pela Europa, integrado pelo Chega, disse "partilhar muitas posições" com Ventura, designadamente em termos de "orgulho nacional, de defender os interesses nacionais e quanto à urgência de controlar a imigração".
"Por isso, [caso André Ventura ganhe as presidenciais] Portugal tornar-se-ia um parceiro extremamente sólido", referiu.
Questionado se, caso seja eleito Presidente da República francesa em 2027, seria favorável para as relações entre a França e Portugal ter André Ventura como homólogo, Bardella respondeu: "Seria não só favorável, como desejável".
"É desejável para Portugal, para a Europa das nações. A França é um país que tem vários cidadãos franceses de origem portuguesa e acho que eles também estão orgulhosos em ver o André a representar as cores do seu país nesta eleição", afirmou.
Bardella elogiou André Ventura por, "em poucos anos, ter conseguido a proeza de criar um movimento patriota, livre e soberano em Portugal".
"Talvez fosse um dos últimos países da Europa Ocidental em que ainda não se falava sobre posições patriotas em eleições. Ele fez muito pelo seu país, é um patriota sincero e espero que ganhe as eleições", afirmou.
Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e o líder do Chega ter obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
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