Mandatário de Seguro e ex-colega de Ventura diz que não foi no seminário que o líder do Chega aprendeu o discurso de ódio
Ricardo Namorado Costa revelou também que, "por ironia do destino", também é vizinho do presidente do Chega.
O mandatário de Beja da candidatura presidencial de António José Seguro, Ricardo Namorado Costa, revelou esta quarta-feira que foi colega de André Ventura no pré-seminário, garantindo, por experiência própria, que não foi lá que o adversário "aprendeu o discurso de divisão e ódio".
"Vou-vos cometer uma inconfidência. Eu fui colega do pré-seminário do adversário do António José Seguro. Fomos colegas. (...) Mas não foi lá que o adversário de António José Seguro aprendeu este discurso de divisão, de ódio, diria até de anti-valores que são anticristãos. Posso garantir-vos que não foi lá que ele aprendeu isso, porque eu lá não aprendi isso.", disse esta quarta-feira Ricardo Namorado Costa num almoço de campanha em Castro Verde (distrito de Beja).
Revelando também que, "por ironia do destino", também é vizinho do presidente do Chega em Lisboa, onde também reside, o mandatário de Seguro frisou que é a "divergência de ideias e a pluralidade de ideias geralmente é sempre saudável".
Ricardo Namorado Costa lembrou ainda a visita e o discurso do Papa Francisco em Lisboa na Jornada Mundial da Juventude em 2023, pedindo que António José Seguro "seja o Presidente de todos, todos, todos, sem exceção".
"E mesmo aqueles que estão cá e que não são de cá, mas que estão cá, e aqueles que ainda não estão, virão, seja o Presidente deles todos, ainda que com regras, é verdade, mas seja o Presidente de todos, todos, todos", afirmou, parafraseando o discurso do antigo líder da Igreja Católica.
Na abertura do seu discurso, o mandatário deu a Seguro uns "pré-parabéns pela vitória conquistada na passada eleição, mas sobretudo pela campanha digna que foi protagonista".
"Parabéns, António José Seguro, não só pela vitória, mas pela dignidade que trouxe à campanha e à política", acrescentou, considerando que a campanha "tem evidenciado bem o estilo, o modo, diria até a personalidade, da mentira, da demagogia, da imaterialidade, do 'show-off', que não se compara com a verdade, com a democracia, com a prudência".
Considerando que no próximo domingo está em causa uma escolha "fácil", advertiu que em causa está ou "uma segurança segura" ou "uma aventura demagógica".
Ainda antes de discursar e do almoço, e após uma atuação de um duo com violas campaniças, Seguro acabou por receber também uma de oferta das mãos do presidente da Câmara, o socialista António José Brito.
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