Marques Mendes "com tudo em aberto" volta a receber Montenegro

Sondagem CM/Intercampus anima campanha mas candidato insiste no apelo à concentração de votos.

15 de janeiro de 2026 às 01:30
Marques Mendes e Montenegro Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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No café em Fafe, todos esperam o candidato da terra. “Eu gosto muito dele, mas não voto para já”, diz Orlando, de 74 anos. “Mas se ganhar ficamos muito bem. Eu é que sou mais de esquerda”, acrescenta enquanto sorri. A maioria diz que vai votar em Marques Mendes. Aliás, aqui a câmara é socialistas mas o apoio vai para o candidato apoiado pela AD. “Não ligue às sondagens”, vai ouvindo na rua. Pelo menos as antigas, uma vez que a sondagem da Intercampus para o CM deu novo alento ao colocá-lo na segunda volta. “Esta mensagem vem mostrar que está tudo em aberto”, reage. Mas Marques Mendes, de megafone em punho e no jardim de Fafe, apela a que não se baixe os braços. “Há que concentrar votos, não dispersar”, diz para os que o seguiram na arruada. “Há pessoas que me dizem que 'na segunda volta voto em si'. Não! Tem de ser à primeira volta, porque senão não há segunda”, concretiza.

À tarde animada pela sondagem do CM junta-se Luís Montenegro, que participa pela segunda na campanha ao lado do candidato apoiado pela AD. “Vamos precisar de concentrar votos no candidato da nossa família política para garantir presença na segunda volta”, insiste o primeiro-ministro. Sem responder à carta de Cotrim a pedir apoio à sua candidatura, Montenegro passa ao ataque. Diz que um presidente do PSD “à Sá Carneiro” não “sai do partido quando amua para criar outro partido” e garante que Marques Mendes está “ao nível de Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva”. O primeiro-ministro acusou ainda os partidos de quererem colocar “em Belém uma extensão” das forças partidárias e garantiu: “Não queremos, nem precisamos de ter em Belém uma extensão do Governo.

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O presidente do PSD diz ainda que não tem “entusiasmos desmedidos” com as sondagens. Aliás, Montenegro acredita que “as eleições estão em aberto” e que “ninguém sabem quem vai ter mais votos no domingo”. Apesar da sondagem do CM colocar Marques Mendes em segundo, o chefe do Governo acrescenta que “ninguém sabe quem vai ser o segundo mais votado, nem o terceiro, nem o quarto, nem o quinto” e diz que “muitos dos portugueses estão a avaliar a situação e vão fazê-lo até ao próximo domingo”.

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