Marques Mendes diz que eleitores ficaram desiludidos com Cotrim e acredita que isso o poderá beneficiar 

"Na minha campanha não muda nada, mas na decisão dos portugueses pode mudar muito", afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.

13 de janeiro de 2026 às 12:48
Marques Mendes em campanha eleitoral Foto: Miguel A. Lopes
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O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou esta terça-feira que os eleitores ficaram desiludidos com as declarações de Cotrim Figueiredo a não excluir o apoio a nenhum candidato numa eventual segunda volta, e que isso o poderá beneficiar.

"Na minha campanha não muda nada, mas na decisão dos portugueses pode mudar muito", afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, em declarações aos jornalistas num café, durante uma iniciativa de campanha em Fátima.

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Luís Marques Mendes considerou que as declarações do adversário João Cotrim Figueiredo, "associando a candidatura liberal ao Chega, é uma desilusão para muitas pessoas".  "Desilusão provavelmente para alguns que já votaram na IL no domingo [no voto antecipado] e que perante estas declarações de associação ao Chega se sentem enganados.

Provavelmente se pudessem voltar atrás, não repetiam o voto", defendeu. O candidato a Presidente da República considerou também que esta declaração do antigo líder da IL "reforça a ideia" de que a sua candidatura "é a única que pode evitar o populismo, o radicalismo e o experimentalismo".

Questionado se muitos eleitores que iriam votar em Cotrim Figueiredo poderão agora votar em si, Marques Mendes disse acreditar que sim. "Acredito sinceramente, porque há um sentimento de desilusão. Esta associação da IL ao Chega é uma desilusão para muitos eleitores, para alguns que já votaram e que provavelmente se sentem enganados", insistiu.

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O antigo líder do PSD salientou que a sua candidatura "é aquela que pode de facto garantir a estabilidade e evitar o populismo e o radicalismo". Na segunda-feira de manhã, o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo revelou que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não excluía o apoio a nenhum candidato, incluindo a André Ventura. Nas horas seguintes, e após críticas dos adversários, assumiu ter sido "pouco claro" na sua declaração e garantiu não querer o líder do Chega como Presidente da República. 

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