Marques Mendes preparado para mais 4 semanas diz que Cotrim admitiu inutilidade de votar em si

Candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre declarações do candidato apoiado pela IL.

12 de janeiro de 2026 às 12:26
Marques Mendes em campanha eleitoral Foto: Miguel A.Lopes/Lusa
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O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse esta segunda-feira estar preparado para mais quatro semanas de campanha e acusou Cotrim Figueiredo de ter admitido a inutilidade de votar em si.

No final de uma visita à feira de Paredes, no distrito do Porto, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre as declarações do candidato apoiado pela IL que revelou esta segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, incluindo André Ventura.

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"Cotrim Figueiredo, ao dizer o que disse, está no fundo a reconhecer que não vai à segunda volta. Está a reconhecer aquilo que muita gente diz, que um voto na candidatura da Iniciativa Liberal é um voto inútil, inútil, porque não vai passar à segunda volta, porque não vai ganhar", afirmou.

Pelo contrário, defendeu, Marques Mendes diz já ter a segunda volta programada na sua cabeça.

"Houve uma pessoa que me abordou dizendo que só falta uma semana: eu disse, não, não, faltam quatro semanas, portanto, a minha perspetiva é a do dia 8 de fevereiro", disse.

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O candidato disse já ter previsto fazer um debate com aquele que venha a ser o seu adversário e que terá de pensar quais as zonas do país a visitar nessa segunda fase, que acontecerá caso nenhum dos candidatos obtenha mais de 50% dos votos expressos a 18 de janeiro.

"É por isso que até adapto os meus descansos a pensar nisso. Porque não faltam cinco dias, faltam, provavelmente, quatro semanas", disse.

Sobre as presenças na sua campanha nesta primeira volta, em resposta a perguntas dos jornalistas, disse não estar "nada previsto" quanto a uma participação do antigo Presidente Cavaco Silva, que já lhe declarou apoio.

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Já sobre a possibilidade de Ana Paula Martins ser mais uma das figuras do Governo na sua candidatura, limitou-se a dizer que "a campanha está organizada desde o início e não vai sofrer nenhuma alteração", sem esclarecer se a presença da ministra da Saúde faz ou não parte desse plano.

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