Montenegro reitera que não vai apoiar nenhum candidato nas Presidenciais porque está focado em governar

"Não estou em silêncio, estou focado na minha tarefa", afirmou o primeiro-ministro questionado mais uma vez sobre o seu posicionamento nesta segunda volta.

26 de janeiro de 2026 às 13:13
Montenegro rejeitou apoiar Ventura ou Seguro na segunda volta Foto: Direitos Reservados
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou esta segunda-feira que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos da segunda volta das eleições presidenciais porque o seu foco é governar o país.

"Eu não estou em silêncio, o que eu estou é focado na minha tarefa e na minha missão que é governar o país", afirmou Luís Montenegro à saída da apresentação da Carteira Digital da Empresa no Palácio da Bolsa, no Porto.

Sem parar para prestar declarações aos jornalistas e enquanto se dirigia para a saída, o chefe do executivo, quando questionado sobre se o seu silêncio não poderia ser entendido como um sinal de fraqueza, disse compreender as perguntas e todo o debate político que se faz noutras dimensões da vida política do país, mas, neste momento, está apenas focado em governar.

"Estou focado naquela que é a minha tarefa principal que é conduzir a política do Governo e conduzir o país para um nível de desenvolvimento económico, de pujança económica mais elevado", insistiu.

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Montenegro diz que Portugal "está na moda" porque o mundo está de olhos postos no país 

O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que Portugal está num bom momento, está estável do ponto de vista económico, financeiro e político e está, de alguma forma, na moda porque a Europa e o mundo estão de olhos postos no país.

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"Estamos num bom momento, estamos de alguma maneira na moda, estamos mesmo, a Europa olha para nós, a Europa olha para as nossas empresas, a Europa olha para os nossos recursos humanos, em particular para os mais jovens e qualificados, a Europa e o mundo olham para a nossa aptidão para as tecnologias, a Europa e o mundo olham para a nossa localização, a Europa e o mundo olham para a nossa segurança, a Europa e o mundo olham para a nossa estratégia em áreas fundamentais como a energia e a água", disse.

Luís Montenegro vincou que Portugal é um país estável do ponto de vista económico, financeiro e político. "É um país com um crédito internacional de que talvez cá dentro nós não nos apercebamos, pelo menos na dimensão com que esse efeito se vai sentindo e traduzindo externamente, mas é um país com elevados fatores de competitividade que o tornam cada vez mais atrativo", assinalou.

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Destacou ainda que Portugal está num bom momento porque está à frente em muitos fatores que o distinguem para poder ser escolhido para fixar investimentos que podem alicerçar ecossistemas económicos em várias áreas de atividade e que podem ser um contributo inestimável para a retenção e atração de talento.

Montenegro garantiu que não vai desistir da vontade "de ir mais longe e de fazer mais" pelo país, acrescentando que é preciso ambição com responsabilidade e sentido de realismo, confiança e capacidade transformadora.

E, a título de exemplo, o social-democrata recordou que o Governo tem investido "numa fiscalidade mais amiga do trabalho das pessoas e mais amiga das empresas e na guerra à burocracia".

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E quer investir numa flexibilidade no mercado de trabalho que, não pondo em causa o centro dos direitos dos trabalhadores, possa ser suficientemente indutora de capacidade dinâmica para as empresas arriscarem mais, contratarem mais e poderem, com isso, ser mais lucrativas para pagar melhores salários e poderem multiplicar os seus investimentos.

"E o efeito que nós desejamos é daqui a alguns anos estarmos a crescer o dobro do que crescemos hoje, é daqui a alguns anos os nossos salários, sobretudo o salário médio que é aquele que está no nosso horizonte elevar, possa estar ao nível dos melhores da Europa. Sim, há condições para isso", ressalvou.

Empresários passam a partir desta segunda-feira a ter acesso a documentos como o Cartão da Empresa e situação contributiva na Carteira Digital da Empresa que funcionará através de uma extensão da aplicação gov.pt.

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A Carteira Digital da Empresa terá disponíveis, numa primeira fase, o Cartão da Empresa, o Documento de Situação Contributiva da Segurança Social, o Documento de Situação Tributária da Autoridade Tributária e o Registo Central do Beneficiário Efetivo.

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