Rio Maior adia votação das eleições Presidenciais em Alcobertas e Azinheira

Situação no concelho traduz-se em dificuldade ou mesmo impossibilidade dos eleitores se deslocarem às respetivas assembleias de voto.

06 de fevereiro de 2026 às 22:04
Eleições Foto: Lusa
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A votação das Eleições Presidenciais prevista para domingo foi adiada em todas as secções de voto da Freguesia de Alcobertas e na secção de voto de Azinheira, na Freguesia de Rio Maior, informou esta sexta-feira a Câmara.

A decisão foi tomada pela Câmara Municipal de Rio Maior, no distrito de Santarém, em articulação com todos os presidentes de Juntas de Freguesia, "na sequência dos graves danos provocados nas vias do concelho e da manutenção de condições adversas e de elevado risco, resultantes das recentes intempéries que levaram à declaração de Situação de Calamidade no nosso município", justificou a Câmara num comunicado à população.

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A situação no concelho, onde várias estradas se encontram fechadas e várias pessoas foram retiradas de casa, traduz-se em "dificuldade ou mesmo impossibilidade dos eleitores se deslocarem às respetivas assembleias de voto", considerou a autarquia.

De acordo com a Lei Eleitoral, a votação nestas localidades será realizada no próximo dia 15 de fevereiro.

Caso as condições de risco se mantenham ou agravem, nomeadamente ao nível dos acessos e da segurança de pessoas e bens, "poderá vir a ser ainda determinada a não realização da votação noutras assembleias de voto do concelho", alertou a Câmara.

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Entre as localidades sob avaliação encontra-se Correias, na União de Freguesias de Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões, bem como outras zonas que possam justificar igual medida, pode ler-se no comunicado.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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