Rui Tavares diz que Jorge Pinto quer um candidato respeitador da Constituição na 2.ª volta
Porta-voz do Livre garantiu ainda que no próximo domingo vai pôr o voto "mais feliz e mais convicto" da sua vida em Jorge Pinto.
O porta-voz do Livre Rui Tavares afirmou na noite de quinta-feira que Jorge Pinto ao "respeitar a dignidade e os cálculos" dos eleitores está a procurar garantir que há um candidato que se reveja na Constituição na segunda volta.
No discurso num comício na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, Rui Tavares lamentou o impacto das palavras de Jorge Pinto sobre respeitar a consciência dos eleitores, uma posição que disse ser "simples e óbvia", afirmando que é um sinal de que a política nacional está "distorcida".
"Um candidato tem a obrigação de respeitar a consciência das pessoas e tem a obrigação de respeitar a sua dignidade e de aceitar os cálculos que fazem. A verdade é que o Jorge, ao fazer isso, está a garantir-nos o melhor candidato possível na primeira volta e está a garantir-nos também que tenhamos em quem votar na segunda volta, em alguém que se reveja na Constituição", salientou.
Rui Tavares frisou que Jorge Pinto quer transmitir que há votos de convicção e votos de cálculo, acrescentando que é preciso "respeitar os cálculos, se tiver que ser".
Apesar disso, o líder do Livre pediu aos eleitores presentes no comício que "digam a toda a gente que quem vota no Jorge Pinto, vota na festa da República" e não "funeral e numa política feita de uma forma modorrenta".
"Eu creio que toda a gente terá que decidir o seu voto e terá que decidir o seu voto numa configuração do real. Não adianta pedir os tais políticos que estejam fora da bolha, que olhem para a realidade e depois, quando os políticos nos falam dessa realidade, acabar a negá-la. Mas eu sei uma coisa, eu sei que quem vota no Jorge Pinto, vota com a maior das alegrias", declarou.
Rui Tavares garantiu ainda que no próximo domingo vai pôr o voto "mais feliz e mais convicto" da sua vida em Jorge Pinto.
"Se sentem essa alegria, não se esqueçam que o Jorge Pinto vai precisar de vocês também na segunda-feira. Não se esqueçam que o domingo é um dia importante para a nossa democracia, mas a segunda-feira não é nada de se deitar fora. E os 15 dias seguintes, e a seguir às eleições, e por aí fora", acrescentou.
Este discurso foi feito no dia em que Jorge Pinto afirmou que percebe que os eleitores uma votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo" e ter enviado uma carta aos militantes do Livre para que "votem livremente" no nome que "dê mais garantias de defesa da Constituição".
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