Se o Estado não acudir às pessoas elas deixam de acreditar na democracia, alerta Seguro

Candidato presidencial sublinhou que o Estado "tem que ser mais eficiente" na resposta aos problemas.

05 de fevereiro de 2026 às 00:25
Seguro fez campanha em Albufeira, no distrito de Faro Foto: José Coelho/Lusa_EPA
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O candidato presidencial António José Seguro considerou esta quarta-feira que o Estado "tem de ser mais eficiente" nos apoios dados às pessoas após a tempestade Kristin, pois se não acode "quando elas mais precisam", passam "a não confiar na democracia".

"O Estado tem que ser mais eficiente. Porque se o Estado não acudir às pessoas quando elas mais precisam, as pessoas passam a não confiar no Estado e passam a não confiar na democracia", disse António José Seguro num jantar com apoiantes na Guia, em Albufeira (distrito de Faro).

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O candidato discursava acerca da tempestade Kristin, chamando a atenção "das autoridades públicas e do Governo que é preciso cuidar rapidamente das famílias e das empresas", considerando que os apoios do Governo "vão na boa direção", mas "é preciso que cheguem às pessoas quando elas mais precisam".

"É preciso que cheguem às empresas para que se continue a laborar, a trabalhar, a não perder encomendas e a conseguir com isso pagar salários", insistiu Seguro, que num almoço em Castro Verde (distrito de Beja) já tinha admitido receio de que a burocracia e a inoperância do Estado atrasem a chegada dos apoios às pessoas e empresas afetadas.

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"Eu temo que a tradicional burocracia, alguma inoperância de estruturas do Estado dificultem ou façam com que haja atrasos na chegada desses apoios às pessoas. E é neste momento que as pessoas precisam desse apoio e precisam dessa urgência. Não é depois", vincou o candidato.

No Algarve, o candidato voltou ainda a posicionar-se como leal à atual Constituição, que "representa e expressa a visão de um país que quer progredir e que não deixa ninguém para trás", sendo "por isso que o Estado Social é importante para garantir saúde para todos, educação para todos, proteção social para todos".

"E este acervo que nós temos não é o acervo de um partido. Não é o acervo de dois partidos, não é o acervo apenas dos partidos que governaram o nosso país, é o acervo das portuguesas e dos portugueses que entendem que apesar das dificuldades e dos problemas, é por aqui que devemos prosseguir, é por aqui que devemos continuar", defendeu.

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Para António José Seguro "não é por terem corrido mal algumas destas políticas" que se deve "desistir da democracia".

"Pelo contrário, isso dá-nos mais força para continuar", garantiu.

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