Emigrantes poderão ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

Emigrantes sentem-se frustrados com dificuldades no acesso ao voto.

15 de janeiro de 2026 às 01:30
Urna de voto (Milenium)
Boletim de voto da primeira volta

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É praticamente certo que quarenta anos depois haja uma segunda volta das eleições presidenciais, o que implica novos boletins de votos com os dois candidatos mais votados, porém alguns emigrantes portugueses podem ter de fazer a sua escolha nos boletins relativos à primeira volta.

É já este domingo que os portugueses vão escolher o próximo Presidente da República e o mesmo acontecerá com os eleitores portugueses no estrangeiro que ainda têm a hipótese de votar no dia anterior. Na segunda volta, os eleitores emigrantes poderão votar a 7 e 8 de fevereiro, o que implica um processo rápido na elaboração e impressão dos novos boletins em Portugal, para enviar para as várias comunidades portuguesas pelo Mundo. O tempo é escasso e segundo o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), caso não cheguem a tempo os novos boletins, há um plano B: o uso dos boletins da primeira volta. André Wemans espera que sejam apenas casos pontuais.

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O número de eleitores recenseados no estrangeiro é de 1,7 milhões e estes sentem-se frustrados por se manterem dificuldades de acesso ao voto. De acordo com o presidente do movimento Também Somos Portugueses “há uma grande frustração porque a Assembleia da República não tem feito modificações no sentido de simplificar as leis eleitorais”. Apesar das dificuldades, Paulo Costa acredita que a participação dos emigrantes vai aumentar nestas eleições, tal como nos últimos atos eleitorais.

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