Seguro agradado com apoio de Marques Mendes para a segunda volta das presidenciais
Candidato presidencial diz que o seu adversário na primeira volta é "uma pessoa que está próxima dos seus valores".
O candidato presidencial António José Seguro manifestou esta sexta-feira agrado pelo apoio recebido de Marques Mendes, seu anterior adversário na corrida a Belém, no mesmo dia em que visitou o CEiiA e saiu a dizer sentir-se um orgulhoso português.
Destacando ter recebido "muitos, muitos apoios" nos últimos dias, a que se juntaram hoje "centenas de pessoas da cultura", António José Seguro afirmou também que recebeu com "agrado" o apoio de Marques Mendes.
Seguro lembrou que Mendes foi um dos seus adversários na campanha eleitoral e que fica "feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores".
No final da visita ao CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento, em Matosinhos, foi sobre o que acabara de ver na última hora e meia que começou a falar, afirmando sentir-se "muito orgulhoso como português" pelo que viu hoje na Faculdade de Economia do Porto e por aquilo que viu e ouviu naquele centro.
"Porque, de facto, é a prova provada de que, quando há ambição, quando há uma boa organização do talento e da inteligência dos portugueses, é possível estar na vanguarda da tecnologia mundial", elogiou o candidato presidencial, que destacou os projetos "na área da saúde, mas também da área do automóvel, da aeronáutica, do espaço, projetos de excelência que, sobretudo, criam oportunidades para os jovens cá ficarem", disse.
E prosseguiu: "sem isso os engenheiros aeronáuticos teriam saído para outras economias".
"Há aqui 500 empregos altamente qualificados, bem remunerados e, sobretudo, com esta conciliação entre o conhecimento que é produzido e aquilo que é produzido nas universidades, obviamente, a inovação que aqui é criada e que depois é aplicada na nossa economia", continuou, antes de pedir para que não lhe digam "que não há soluções e que não há um caminho para nós termos um país de excelência e um país moderno", insistiu o candidato "orgulhoso e satisfeito com aquilo que se faz" e desejando "que melhores exemplos destes floresçam" em Portugal.
Garantindo não diferenciar os votos dos portugueses residentes no país dos emigrados, Seguro admitiu que embora as sondagens "não ganhem eleições" que o facto de as conhecidas lhe darem vantagem são "motivo de satisfação" para si, prometendo, na campanha eleitoral da segunda volta continua a privilegiar o contacto direto com as pessoas.
No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.
O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
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