Seguro apela ao voto porque "sondagens não elegem presidentes"

Candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais.

24 de janeiro de 2026 às 13:13
António José Seguro Foto: Direitos Reservados
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O candidato presidencial António José Seguro alertou este sábado que "sondagens não elegem presidentes" e apelou ao voto, sublinhando que lidera uma candidatura que já não é só sua, "é uma candidatura de Portugal, uma candidatura dos portugueses".

No Porto, ao lado do presidente da Câmara, Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS/IL, António José Seguro mostrou-se otimista com um bom resultado na corrida a Belém, mas advertiu: "As sondagens não elegem presidentes Ainda ontem ouvi pessoas dizerem-me que isto está a ganho. Não, não está a ganho".

"É preciso que cada portuguesa e cada português vote. E o maior número de votos é importante para que o próximo Presidente da República, que espero que seja eu, saia com uma legitimidade eleitoral reforçada", referiu.

Questionado sobre os apoios que tem vindo a receber de vários quadrantes políticos, o candidato mostrou-se feliz, mas reforçou que no dia das eleições é preciso ir votar.

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"Tenho sentido que esta candidatura já não é uma candidatura só minha, é uma candidatura de Portugal, é uma candidatura dos portugueses, é uma candidatura de todos os democratas, dos progressistas, dos humanistas", disse.

Questionado ainda sobre se pretende mudar alguma coisa na forma como conduzirá a campanha eleitoral daqui em diante de forma a captar eleitores que tenham votado em Marques Mendes, Gouveia e Melo ou Cotrim Figueiredo na primeira volta, o antigo secretário-geral socialista prometeu continuar a ser igual a si mesmo.

"Vou continuar a ser o mesmo, o mesmo de quando me propus aos portugueses no dia 15 de junho, o mesmo que venceu as eleições na primeira volta, o mesmo que espera ter a confiança e merecer a confiança dos portugueses no dia 1 e no dia 8 de fevereiro e o mesmo durante os cinco anos como Presidente da República", referiu.

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António José Seguro reiterou que se propôs aos portugueses dizendo que trazia "a experiência e a moderação essenciais" para o período que o país atravessa e que "isso não vai mudar".

"Propus-me como quem privilegia a estabilidade, não como um fim em si mesmo, mas como uma condição essencial para que haja condições para que o Governo e o Parlamento trabalhem no sentido de encontrarem soluções para resolver os problemas dos portugueses. Disse que vinha para unir os portugueses, para os mobilizar, para ajudar a criar um país moderno e um país justo. Este é o meu ADN", acrescentou.

António José Seguro visitou esta manhã o Regimento de Bombeiros Sapadores do Porto e aproveitou para "expressar a solidariedade e também lamentar as ocorrências que houve em determinadas zonas do país" a propósito da depressão "Ingrid".

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"Sei que há vítimas humanas, não no sentido de haver mortos, felizmente, mas desalojados e que houve também consequências em termos de bens patrimoniais. Espero que a situação esteja agora mais amena, mas é uma preocupação que tenho e que vou manter acompanhando durante todo o dia", disse.

Depois de visitar o museu do Regimento, bem como a sala dedicada ao Centro de Gestão Integrada e de cumprimentar todos os bombeiros presentes, António José Seguro comentou que esta corporação vai fazer 300 anos dentro de dois anos, altura que espera poder voltar a visitá-la noutras funções já.

"Terei muito prazer, se for convidado", referiu.

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Quanto à visita, explicou que quis conhecer o Centro de Gestão Integrada do Município do Porto "para saber realmente o que é que está a acontecer em termos de consequências desta intempérie, deste mau tempo" que está a afetar o país e por saber que este centro é "uma referência e exemplo".

"Felizmente, houve poucas ocorrências, houve uma grande capacidade de prevenção. Vi com satisfação uma organização excelente e uma articulação entre todos os pilares que contribuem para defender as nossas vidas e os nossos bens", concluiu.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos, enquanto André Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

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Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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