Seguro pede "legitimidade política reforçada" e diz que não se deixa capturar
Candidato presidencial rejeitou colagem ao bloco central que André Ventura tem feito durante a campanha. "Sou um homem livre, vivo sem amarras"
O candidato presidencial António José Seguro pediu esta segunda-feira o máximo possível de votos para sair da segunda volta com "legitimidade política reforçada" e prometeu uma "campanha limpa", mostrando-se feliz com os apoios, mas avisando que "ninguém o captura".
No final de uma reunião com especialistas sobre prevenção e combate à corrupção, em Lisboa, Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre as mais recentes intenções de voto que recebeu, desde logo do antigo Presidente da República Cavaco Silva, mostrando-se "feliz por virem cada vez mais apoios".
"É muito importante que haja uma votação no máximo possível na minha candidatura no dia 8 de fevereiro porque desse número de votos também se expressa muito a forma como eu saio com esta legitimidade eleitoral e esta legitimidade política reforçada", sustentou.
Sobre se receia uma colagem à imagem do bloco central tendo em conta os apoios que tem recebido, o candidato apoiado pelo PS avisou: "a mim ninguém me captura. Eu sou um homem livre, vivo sem amarras, não fiz, não farei nenhum acordo com quem quer que seja".
"Os portugueses conhecem-me, sabem quais são as minhas ideias. Os apoios surgem, eu recebo todos os apoios, recebo com muito gosto, mas não mudo. Eu sou precisamente o mesmo candidato que se apresentou no dia 15 de junho nas Caldas da Rainha dizendo aos portugueses ao que vem", enfatizou.
Sobre se sentia a falta do apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro respondeu que não sente a "falta de apoio de absolutamente ninguém".
"Eu estou a receber todos os dias muitos apoios e no dia 18 de janeiro recebi 1 milhão e 700 mil apoios", disse, numa referência ao facto de ter sido o candidato mais votado nas eleições presidenciais.
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