Seguro pede que sejam ativados todos os instrumentos para "acudir às pessoas"
Candidato presidencial defende que a Proteção Civil é responsável por saber que mecanismos deve ou não ativar.
O candidato presidencial António José Seguro defendeu esta segunda-feira que é preciso ativar todos os instrumentos, públicos ou privados, para "acudir às pessoas" afetadas pela tempestade Kristin, considerando que é da Proteção Civil a decisão sobre o Mecanismo Europeu.
"Aquilo que para mim é importante é que sejam ativados todos os instrumentos, quer públicos, quer privados, para acudir às pessoas. Continua a haver milhares de pessoas a não ter energia elétrica em suas casas. Nós não podemos ter uma reação em que se demora quase uma semana a repor a energia elétrica em casa dessas pessoas. Isso não pode acontecer", respondeu Seguro aos jornalistas à margem de uma ação de campanha em Campo Maior, Portalegre.
Questionado sobre se o Mecanismo Europeu de Proteção Civil deveria ser ativado, o candidato apoiado pelo PS defendeu que é a Proteção Civil que "é responsável por saber o que deve adotar ou não".
"O que é preciso é que o país entenda que fenómenos desta natureza vão ser, infelizmente, mais frequentes e nós temos de ter um Estado mais eficiente para responder em tempo útil às pessoas que vivem e passam as consequências destas catástrofes e destas tragédias", apelou.
O presidente da Proteção Civil disse esta segunda-feira que "não se justifica" pedir ajuda ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil para responder às consequências da tempestade Kristin, sustentando que tem regras e não serve "para pedir telhas nem lonas".
Em declarações aos jornalistas, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura considerou que "não se justifica, de todo", ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, uma vez que "Portugal ainda não esgotou a sua capacidade" de resposta à tempestade Kristin.
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