Seguro rejeita votar Ventura na 2.ª volta e vê candidatos da direita a ajudarem-se
Candidato apoiado pelo PS diz querer rejeitar "os radicalismos" e os "extremismos".
António José Seguro rejeitou esta segunda-feira votar em André Ventura numa hipotética segunda volta das eleições presidenciais por se considerar o candidato moderado mais bem posicionado para ganhar, acrescentando que os opositores à sua direita prometem ajudar-se "uns aos outros".
"Não, não admito", respondeu aos jornalistas à saída de um comício no auditório do Conservatório Regional de Música de Vila Real, após ser questionado se, tal como João Cotrim Figueiredo, admitia votar em André Ventura numa hipotética segunda volta das eleições presidenciais.
Seguro sustentou a sua posição ao dizer que é "o candidato moderado que está em melhores condições de ganhar" as eleições presidenciais de 18 de janeiro, rejeitando "os radicalismos" e os "extremismos".
Sobre o caso de alegado assédio sexual que envolve João Cotrim Figueiredo já negado pelo próprio, Seguro disse que só comenta "matérias de facto".
O candidato apoiado pelo PS observou ainda que "todos os dias surgem declarações de pessoas, à direita, de candidatos à direita, para dizer 'vamo-nos ajudar uns aos outros'".
"Pois eu não estou aqui para ajudar nenhum campo político. Estou aqui para ajudar os portugueses, para servir Portugal e para encontrar soluções para que os portugueses possam ter uma vida digna e uma vida melhor", disse o candidato presidencial durante o comício.
Esta segunda-feira, no Fundão, após ter visitado o Mercado Municipal, o candidato apoiado pela IL João Cotrim Figueiredo revelou que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não excluía o apoio a qualquer candidato.
Mais tarde, numa segunda ação em Castelo Branco, e instado, por diversas vezes, a dizer claramente se apoiaria André Ventura, líder do Chega, numa eventual segunda volta, Cotrim Figueiredo respondeu com uma pergunta: "Qual é a dúvida desta frase? Não excluo nenhuma hipótese, incluindo André Ventura, incluindo Seguro, incluindo Manuel João Vieira, incluindo não apoiar ninguém".
Entretanto, numa publicação no Instagram, Cotrim Figueiredo publicou um "esclarecimento importante" e escreve: "Eu disse que votaria André Ventura? Não disse. Fui pouco claro, assumo".
"Eu não disse que ia votar André Ventura, o que eu disse é que não me comprometia com nenhuma candidatura e lamento ter sido pouco claro, isso assumo, fui pouco claro", afirmou o também eurodeputado, no final de uma visita à UBIMedical na Covilhã, em Castelo Branco.
Cotrim Figueiredo garantiu ainda que é "absolutamente e completamente falsa" a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) e que vai avançar com uma queixa-crime.
"Houve conhecimento dessa denúncia de ontem [domingo] e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora [ex-assessora da IL] pôs a circular e vai ser, obviamente, objeto de um processo de difamação", afirmou Cotrim Figueiredo aos jornalistas, depois de confrontado com uma publicação no Instagram de uma ex-assessora parlamentar da IL, através da qual diz ter sido vítima de assédio sexual.
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