Tribunal Constitucional remete queixa por cortes no tempo de antena para CNE

Em causa está uma queixa feita pela candidatura presidencial de André Pestana.

15 de janeiro de 2026 às 11:56
Tribunal Constitucional Foto: Direitos Reservados
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O Tribunal Constitucional (TC) considerou que deve ser a Comissão Nacional de Eleições (CNE) a analisar a queixa por cortes no tempo de antena da candidatura presidencial de André Pestana, revelou esta quinta-feira o candidato.

"O Tribunal Constitucional disse que viu com atenção as provas que nós enviámos, não questionou a veracidade destas provas, mas que a entidade competente, nomeadamente para as coimas, que estão associadas a situações como essas, é a Comissão Nacional de Eleições, porque, de facto, é gravíssimo ter sido cortado quando eu estava a concluir a ideia de que os principais partidos do sistema, PS, PSD e Chega, recebem mais de 5 milhões de euros, por ano, dos nossos impostos", afirmou André Pestana aos jornalistas, em Coimbra.

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A queixa foi apresentada na terça-feira no Tribunal Constitucional, depois de o candidato ter constatado cortes na transmissão do seu vídeo de Direito de Antena, na segunda-feira, em algumas regiões do país, com a operadora MEO e na RTP1.

Segundo o candidato presidencial, a situação verificou-se nas regiões de Lisboa, da Figueira da Foz e no distrito de Braga.

"Até estive a investigar, acho que é inédito na democracia portuguesa", disse.

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No caso da Figueira da Foz, uma das provas que foi enviada, o tempo de antena do candidato "em vez de ter dois minutos e meio, que são 150 segundos, tinha apenas 44 segundos", referiu André Pestana, que falou em frente ao Palácio da Justiça, em Coimbra.

O candidato apresentou uma queixa também na CNE, aguardando ainda uma resposta.

Sobre a posição do TC, André Pestana disse acreditar que "cada entidade tem as suas competências" e que "legalmente seja previsto que seja a Comissão Nacional de Eleições".

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Relativamente à operadora MEO, o candidato presidencial referiu que aguarda primeiro a resposta das entidades competentes, porque "a lesão já está feita".

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