Ventura acusa Seguro de estar a fugir aos debates

"O que é que o doutor António José Seguro tem a temer? Porque é que o António José Seguro não quer debater? Se calhar, porque passou uma campanha inteira a dizer generalidades", acusou.

23 de janeiro de 2026 às 20:23
António José Seguro e André Ventura Foto: Lusa
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O candidato presidencial André Ventura acusou esta sexta-feira o seu adversário, António José Seguro, de ter recusado o debate organizado pelas rádios e de estar a fugir ao confronto de ideias porque "passou uma campanha inteira a dizer generalidades"

"Soube-se hoje que o António José Seguro recusou o debate proposto por vocês, pelas televisões, para o dia 04, recusou debater comigo e hoje recusou o debate das rádios, que também estava previsto e que eu já tinha aceite", disse o candidato apoiado pelo Chega numa visita ao Montijo, no distrito de Setúbal.

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"O que é que o doutor António José Seguro tem a temer? Porque é que o António José Seguro não quer debater? Se calhar, porque passou uma campanha inteira a dizer generalidades, se calhar porque não tem nada para dizer e tem receio de ser exposto num debate", acusou.

André Ventura repetiu que as figuras de direita que têm anunciado o voto em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais são as mesmas que se diziam "antissocialistas, até se tornarem socialistas e apoiarem um candidato socialista".

O candidato apoiado pelo Chega acusou ainda Luís Marques Mendes de ter feito uma "figura patética" ao anunciar que iria votar em António José Seguro apenas três dias após ter dito na noite eleitoral que não iria apoiar nenhum candidato na segunda volta.

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"O doutor Marques Mendes na noite eleitoral diz que não o fará, três dias depois diz que afinal vai apoiar o candidato socialista, quando o próprio líder do PSD decidiu não fazer nada quanto a isso, portanto é uma figura só patética, eu acho mesmo patético, ridículo", sublinhou.

O candidato presidencial disse ainda compreender que exista "algum taticismo e cálculo" por parte das personalidades do PSD que anunciaram o seu voto em António José Seguro, por considerar que os mesmos calcularem que "o Chega se vai tornar o maior partido da direita".

"O PSD já foi derrotado nesta eleição, já não há nada a fazer, e não fui eu que escolhi o doutor Marques Mendes como candidato: foi ele que se apresentou e o PSD que escolheu", disse.

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"Não vale de nada andar a dizer que não se vai tomar o partido porque o espaço político não está representado, mas depois mete-se os piões políticos todos a dizer que se vai apoiar", continuou, referindo-se ao primeiro-ministro e líder do PSD Luís Montenegro que se recusou endossar um candidato e que referiu que o espaço político do PSD não se fazia representar na segunda volta.

André Ventura criticou ainda a líder da Iniciativa liberal, Mariana Leitão, por também anunciar que votaria no candidato apoiado pelo PS, acrescentando que não conhece "nenhum caso na Europa em que um partido liberal de direita diz que vai apoiar um candidato socialista".

"Não conheço nenhum, mas se os liberais estão confortáveis em fazer este suicídio político, isso é com eles", concluiu.

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No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, em 08 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

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À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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