Ventura admite que será difícil uma vitória por ser "todos contra um"

Questionado sobre objetivos para a noite eleitoral de domingo, André Ventura escusou-se sempre a estabelecer metas, vincando que quer apenas a vitória.

06 de fevereiro de 2026 às 23:52
André Ventura Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
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O candidato presidencial André Ventura admitiu esta sexta-feira que será difícil uma vitória no domingo, por ser uma eleição de "todos contra um", escusando-se a estabelecer objetivos concretos para a noite eleitoral.

Na chegada aos Bombeiros de Camarate, no concelho de Loures, onde termina esta sexta-feira a campanha, André Ventura admitiu aos jornalistas que será difícil uma vitória no domingo, por se ter juntado "todo o sistema político" contra o também líder do Chega.

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"Não me lembro de nenhuma [campanha] que tenha sido todos contra um - um sistema inteiro de pessoas, de supostos notáveis, de figuras supostamente muito importantes. Todos contra a mesma pessoa, todos contra um projeto, todos contra uma candidatura", vincou, afirmando que, perante esse cenário, "é muito mais difícil".

Questionado por diversas vezes sobre objetivos para a noite eleitoral de domingo, André Ventura escusou-se sempre a estabelecer metas, vincando que quer apenas a vitória.

Para o candidato, a disputa de domingo está entre "um projeto de rutura, de mudança" e o do seu adversário, "de manter tudo na mesma ou, pelo menos, um projeto de continuidade".

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"Acho que o povo português no domingo tem uma oportunidade única, na minha perspetiva, de fazer um corte com o seu passado recente", disse, reiterando que a vitória, apesar de difícil, poderá ser possível.  

"Estou muito confiante no resultado de domingo e estou muito confiante que os portugueses vão optar por uma rutura", disse.

Reconhecendo que na segunda volta faltou uma reflexão sobre diversos temas que preocupam o país face ao contexto de mau tempo, André Ventura considerou que, face às circunstâncias, o melhor que poderia ter feito seria "não ser indiferente ao sofrimento das pessoas".

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"Se for eleito Presidente do domingo, tudo farei para ser a voz desse descontentamento no sentido não da liderança da oposição, mas no sentido de que o país está descontente com o rumo que as coisas têm vindo a tomar e eu não vou ser o Presidente que vai com paninhos quentes deixar tudo igual", disse.

Questionado sobre se reconhecerá a legitimidade das eleições depois de ter pedido o seu adiamento, André Ventura sublinhou que, apesar de ter "muitas ideias diferentes sobre o país", gosta "de viver numa democracia".

"Nunca porei em causa a nossa democracia nem contribuirei para que ela se degrade", vincou.

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Sobre o contexto da segunda volta, marcado pelo impacto de tempestades no país, André Ventura afirmou que não se arrepende nada de ter colocado esse "tema como central na agenda" da sua campanha, considerando que o país "precisava de políticos que dessem resposta".

André Ventura terminou esta sexta-feira a campanha da segunda volta das eleições presidenciais de domingo co uma visita aos Bombeiros Voluntários de Camarate, acompanhado da mulher e de deputados e dirigentes do Chega.

Numa breve declaração durante a visita, o candidato justificou o encerramento da campanha neste quartel com a situação que o país atravessa, numa noite em que se espera o agravamento do tempo.

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"Esta foi uma campanha mais atípica, mas terminar convosco é o melhor encerramento que podia ter. Não é aqueles de comícios a que o país está habituado, com bandeiras, mas é muito mais importante e mais simbólico. Enche-me de orgulho e enche-me o coração", afirmou, depois de ter sido desafiado pelo comandante para dizer umas palavras aos bombeiros presentes.

O candidato criticou as "promessas falhadas a homens e mulheres que dão o melhor de si, a sua vida e o seu tempo para ajudar os outros" e indicou que "reconhecer o trabalho dos bombeiros é uma missão de vida".

"Tem a nossa palavra que vão ter essa dignidade que merecem e não vão ser alvo de promessas não cumpridas", disse. 

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