Ventura diz que anúncio de apoios do Governo é um "falhanço em toda a linha"
Candidato presidencial considerou que o Governo está "a gozar com as pessoas", quer no trabalho de prevenção, quer na demora para a mobilização de militares, quer nos apoios anunciados.
O candidato presidencial André Ventura afirmou este domingo que a resposta e o programa de apoios do Governo para as zonas afetadas pela intempérie é um "falhanço em toda a linha", acusando o executivo de "gozar com as pessoas".
Antes de participar numa ação de campanha em Vila Verde, no distrito de Braga, André Ventura considerou que o programa de apoios anunciado este domingo pelo Governo é "um falhanço em toda a linha da parte do Governo".
O candidato presidencial considerou que o Governo está "a gozar com as pessoas", quer no trabalho de prevenção, quer na demora para a mobilização de militares, quer nos apoios este domingo anunciados.
"Quando se estabelece para ajudar as pessoas limites de 500 euros ou 530 euros [537 euros], isto só pode ser gozar com a população", disse.
André Ventura fazia referência aos apoios estabelecidos em Conselho de Ministros para famílias em situação de carência ou perda de rendimentos, que poderão aceder a apoios da Segurança Social de até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por agregado familiar.
Em declarações aos jornalistas, André Ventura focou-se sobretudo nesses valores, dando a ideia de que esses seriam os apoios a que as pessoas que "perderam tudo" teriam direito, considerando que a reconstrução "não pode ser [com] um apoio de 500 euros nem um apoio de mil euros".
No entanto, de acordo com o Conselho de Ministros, os apoios para a reconstrução da habitação própria e permanente vão até dez mil euros.
Face aos apoios anunciados, o candidato presidencial considerou que "mais valia ao Governo ter ficado em silêncio hoje", acusando o executivo liderado por Luís Montenegro de dar uma resposta muito aquém das necessidades.
"Quando tiver a oportunidade [de falar com o primeiro-ministro] vou dizer que acho que é um dos dias mais negros e de maior falhanço da história deste Governo", vincou.
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