Ventura escusa-se a indicar enquadramento legal para adiar eleições
André Ventura falava aos jornalistas depois de um almoço com autarcas do partido, no concelho de Silves, durante o qual propôs o adiamento das eleições presidenciais para meados de fevereiro.
O candidato presidencial André Ventura escusou-se esta quinta-feira a indicar o enquadramento legal em que se insere a sua proposta de adiamento da segunda volta das eleições presidenciais.
"O que acho é que hoje podemos iniciar os primeiros passos, legalmente, politicamente, para termos uma situação que permita o adiamento das eleições, independentemente do instrumento jurídico que venha aqui a ser usado, seja ele de emergência ou não seja ele de emergência", afirmou.
Questionado várias vezes qual o instrumento jurídico que permitira dar corpo à sua proposta, uma vez que a lei eleitoral apenas prevê o adiamento nos concelhos que tomarem a decisão, e não no país em geral, o candidato não concretizou.
À pergunta se poderá passar pela declaração do estado de emergência, respondeu: "Se for necessário".
"Acho que o que temos ouvido da aflição das populações nestas zonas nos pede a todos que tenhamos algum bom senso", pediu.
André Ventura falava aos jornalistas depois de um almoço com autarcas do partido, no concelho de Silves, durante o qual propôs o adiamento das eleições presidenciais para meados de fevereiro, face aos efeitos do mau tempo que afetou o país nos últimos dias.
O candidato apoiado pelo Chega disse também que iria falar ainda esta quinta-feira com o adversário, António José Seguro.
Ventura adiantou também que foi informado de que esta tarde haverá uma reunião da Comissão Nacional de Eleições.
"O que peço é que haja este bom senso de não deixarmos o país sem água, sem telhados, sem abastecimentos, a terem que votar nestas situações", disse.
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