"Votar amanhã é como votar na pandemia": Presidente faz último apelo ao voto nas eleições presidenciais
Decisão deste domingo vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
Um voto em contexto de calamidade, como há cinco anos durante a pandemia — foi desta forma que Marcelo Rebelo de Sousa enquadrou o ato eleitoral deste domingo, para escolher o seu sucessor no Palácio de Belém.
"Votar amanhã é como votar na pandemia", frisou o Presidente da República na mensagem transmitida a partir do Palácio de Belém. Relembrando o exemplo do ato eleitoral de 2021, realizado durante o estado de emergência e em contexto de Covid-19, o chefe de Estado exaltou o valor do direito de voto, como forma de "vencer a calamidade e refazer o nosso futuro".
"Votar amanhã chama-se liberdade, chama-se democracia, chama-se Portugal", frisou.
Relembrando a situação de mau tempo que o país agora atravessa, Marcelo traçou o paralelismo das dificuldaes, e agradeceu o esforço solidário de milhares de pessoas. "A todos vós, e a todos os que têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem e a determinaçao de não desistir", disse.
O Presidente da República falou também em particular para "os que viram florestas vergarem, os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis, os que desanimaram, tiveram medo", referindo que neste universo estão cidadãos residentes "em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas na serra".
Neste contexto em que foi declarada situação de calamidade em 68 municípios, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que no passado domingo já muitos eleitores votaram, "e também nas áreas devastadas", no voto antecipado.
Por outro lado, recordou que há cinco anos as eleições presidenciais – em que foi reeleito – se realizaram em contexto de pandemia de Covid-19 e de estado de emergência, "em todo o país, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a elevarem-se".
"Somos assim há 900 anos, e por isso somos das pátrias, das nações mais antigas da Europa e do mundo. Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia, em estado de emergência, ou agora quatro dias depois da tragédia", argumentou, em seguida.
Marcelo Rebelo de Sousa, que vai cessar funções em 9 de março, anunciou em dezembro que receberá na segunda-feira o seu sucessor para um almoço no Palácio de Belém "para lhe passar a pasta da transição".
Enquanto chefe de Estado, fez dez mensagens em véspera de eleições autárquicas, legislativas, europeias, e agora também, pela primeira vez, em véspera de presidenciais.
Catorze pessoas morreram na sequência das sucessivas tempestades que têm passado por Portugal, cujos efeitos levaram ao adiamento das eleições presidenciais por uma semana em três municípios e noutras freguesias.
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