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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Seguro ganha nos três concelhos que repetiram as eleições

António José Seguro venceu as eleições presidenciais com 66,83% dos votos. André Ventura ficou com 33,17%.

15 de fevereiro de 2026 às 21:00

A contagem está oficialmente terminada. António José Seguro ganhou hoje a segunda volta das presidenciais em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, os três concelhos que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo, segundo os resultados provisórios.

Em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, Seguro recolheu 79,15%, Ventura 20,85% e a abstenção de 71,23% foi superior à média nacional (50%), segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna -- Administração Eleitoral.

Em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa, o futuro presidente ganhou com 72,6% dos votos, contra 27,3% de Ventura, registando-se uma abstenção de 59,8%, também acima da média.

Já na Golegã, no distrito de Santarém, António José Seguro ganhou com 69,07% e André Ventura teve 30,93%. A abstenção cifrou-se em 66,78%.

António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República em 08 de fevereiro com um número recorde de votos e mais de 66% dos votos e André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, conseguiu perto de 33%.

Em caso de adiamento, a lei determina que as eleições se realizem no domingo seguinte e foi isso que aconteceu hoje em Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

Além destes três concelhos sem qualquer voto no passado domingo, também foi adiada a votação em duas secções de voto de Santarém, numa freguesia e numa secção de Rio Maior, e ainda numa freguesia do Cartaxo, numa freguesia de Salvaterra de Magos e noutra de Leiria, segundo da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

No total, foram oito os municípios abrangidos pelo adiamento de eleições. Nas 20 freguesias e secções de voto estão inscritos, de acordo com a CNE, 36.852 eleitores.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.

As tempestades que têm atingido Portugal provocaram a destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.

As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até hoje em 68 concelhos.

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