Período oficial de campanha tem início no domingo e as eleições presidenciais estão agendadas para 18 de janeiro.
O candidato presidencial e presidente do Chega, André Ventura, arranca a campanha eleitoral a sul do país, em localidades onde o seu partido tem alcançado vitórias eleitorais, e com uma forte aposta no contacto de rua.
"Mais do que vencer, quero convencer. E é por isso que não vou deixar de andar na rua", afirmou André Ventura no passado dia 20 de dezembro, à margem de uma arruada no concelho de Loures, já numa antecipação daquilo que será o modelo da sua caravana presidencial.
De acordo com o programa provisório divulgado pela organização da campanha, no sábado, véspera do início oficial de campanha, o candidato estará em Albufeira, distrito de Faro.
O município é presidido desde outubro por Rui Cristina, do Chega, ex-deputado do PSD, que conquistou 40,51% dos votos no município, destronando a anterior gestão social-democrata e centrista, e conquistando uma das três primeiras câmaras municipais do partido liderado por Ventura.
Segundo o programa divulgado, até dia 10 - a campanha termina dia 16 - o périplo seguirá para Silves, antes de rumar ao distrito de Beja e depois a Sines, em Setúbal, e Évora - locais onde o Chega tem crescido eleitoralmente.
Com uma passagem prevista em Palmela, ainda no distrito de Setúbal, o roteiro rumará de seguida ao centro do país, com ações em Leiria, Santarém, Castelo Branco e Portalegre.
A segunda semana de campanha deverá ser mais a norte de Portugal continental, depois de Ventura já ter estado nos arquipélagos da Madeira e dos Açores no período de pré-campanha, adiantou à Lusa fonte oficial da direção de campanha.
Segundo a mesma fonte, as ações serão "sempre, e o máximo possível, contactos com a população", como arruadas - formatos nos quais o líder do Chega tem apostado na pré-campanha e que têm caracterizado anteriores caravanas protagonizadas por André Ventura.
"Não vou andar em auditórios com 10 pessoas nem com 15, eu quero mesmo andar na rua para convencer as pessoas, para mostrar-lhes que sou a melhor alternativa para um sistema que está completamente desacreditado e que está completamente destruído e que eu sou o único que conseguirá, digamos assim, consertar esse sistema", afirmou o próprio, a 20 de dezembro.
Quanto a objetivos eleitorais, Ventura já afirmou, em entrevista à agência Lusa, em novembro, que a sua meta nesta corrida, para já, é seguir para uma segunda volta.
"Se não estiver [na segunda volta], é sinal de que o Chega e eu próprio não atingimos nesta eleição o objetivo. Não há como mascarar a realidade se isso acontecer, porque é praticamente impossível ter um valor próximo das legislativas e não ir à segunda volta", afirmou.
A polémica com os cartazes de Ventura que visam a comunidade cigana deverá ser um dos temas que marcará a campanha, depois de em dezembro o Tribunal Local Cível de Lisboa ter ordenado a sua retirada, estipulando um prazo de 24 horas para que tal acontecesse.
Ventura disse não estar arrependido de ter colocado os cartazes onde se lê que "os ciganos têm que cumprir a lei", e já depois da decisão do tribunal publicou nas redes sociais um vídeo no qual sobe a um escadote e coloca um autocolante a dizer "censurado" por cima da palavra "ciganos".
A 23 de dezembro, Ventura anunciou a sua intenção de recorrer da ordem de retirada dos cartazes por entender que o direito à liberdade de expressão se sobrepõe.
O período oficial de campanha tem início no domingo e as eleições presidenciais estão agendadas para 18 de janeiro.
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