A antena do Parlamento
Bruno Dias Pinheiro é o elo entre Lisboa e as instituições europeias, garantindo que os deputados portugueses acompanham em tempo real as decisões que moldam os destinos da União Europeia.
No Parlamento Europeu existe um gabinete que funciona como extensão direta da Assembleia da República. É ali que se recolhe, filtra e traduz a informação que permite aos deputados portugueses acompanhar, quase em tempo real, decisões que moldam o futuro da União Europeia. Muitos dos grandes dossiês europeus passam por este ponto antes de chegarem ao debate político nacional.
Com 45 anos, licenciado e mestre em Relações Internacionais, Bruno Dias Pinheiro integra os quadros da Assembleia da República desde 2007 e está destacado há vários anos junto do Parlamento Europeu.
É o único representante português na rede que reúne os Parlamentos dos 27 Estados-membros da União Europeia, uma estrutura formal de cooperação interparlamentar que descreve como uma verdadeira “mini-Nações Unidas” legislativa.
A missão abarca uma série de funções, desde assistir a reuniões, elaborar notas de enquadramento e ‘briefings’, acompanhar delegações ou responder a pedidos de informação dos deputados.
“Esta função exige rigor e imparcialidade, já que o gabinete serve todos os grupos parlamentares, garantindo que cada intervenção sobre temas europeus assenta em informação sólida e atualizada”, recorda.
O Tratado de Lisboa (assinado a 13 de dezembro de 2007) reforçou o papel dos Parlamentos nacionais no escrutínio das decisões europeias e levou à criação destas antenas permanentes. Só em 2025 realizaram-se 36 reuniões interparlamentares sobre temas como a guerra na Ucrânia, o próximo Quadro Financeiro Plurianual, competitividade ou coesão territorial. Cabe a Bruno Dias Pinheiro transformar esse acompanhamento em informação útil para a Assembleia da República. Bruno Dias Pinheiro lembra que, “desde 2019, o trabalho inclui também a síntese semanal ‘Antena’, que reúne os principais assuntos da agenda europeia, das relações transatlânticas à defesa, passando pela guerra na Ucrânia”. É um trabalho discreto, quase invisível para o público, mas essencial para aproximar o Parlamento português do centro das decisões que influenciam cada vez mais o quotidiano dos cidadãos.
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