Prontos para o combate

“Temos de estar preparados”, é o que mais se ouve na base militar da NATO em Lesta, no Sul da Eslováquia ªinvestimento A promessa de investir 5% em defesa teima em ser levada à prática.

14 de junho de 2026 às 01:30
Militares que integram o exercício da Aliança Atlântica estão preparados para todos os cenários
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Os drones explodem no espaço europeu com maior frequência. “Temos de estar preparados”, é o que mais se ouve na base militar da NATO em Lesta, no sul da Eslováquia. É um dos países que fazem parte do flanco Leste na Europa, as nações que estão mais ameaçadas pela Rússia e que, por isso, merecem cada vez mais atenção. A consciência de que a defesa tem de ser a prioridade está bem patente neste lado da Europa. Tanto, que o número de invasões do espaço aéreo europeu, e também da NATO, por drones russos ou desviados pelos russos têm aumentado. O último foi na Lituânia. Dois caças franceses abateram-no. “Vamos ter de nos habituar”, admite o general espanhol Zacarias. Durante uma demonstração de novas armas e formas de combate neste campo de treinos na Eslováquia, o militar admite que “não gostaria de estar” no momento em que se tivesse de decidir a guerra, uma vez que a linha entre acidente e um ataque real é cada vez mais ténue. “Isso não tem a ver connosco, nós temos de garantir que tudo o que invade o nosso espaço aéreo é abatido”, explica, acrescentando: “Se é ou não um ato de guerra, é uma decisão política.” A demonstração, da responsabilidade do Exército espanhol, articulou várias valências militares. Drones que são capazes de vigiar mas também atacar outros drones; sistemas eletrónicos que conseguem desligar aeronaves não tripuladas sem disparar um tiro. Os robôs são o futuro da guerra e são inúmeros os exemplos, desde armas comandadas à distância a robôs capazes de transportar feridos para zonas seguras.

Esta semana, a União Europeia prepara uma nova reunião, ao mais alto nível, em Bruxelas, e uma coisa é certa: vai haver novas sanções à Rússia. O país de Vladimir Putin já respondeu e garante que não terão qualquer impacto. Mas os líderes europeus, entre eles Luís Montenegro, vão ter também de preparar a cimeira da NATO, que acontece já em julho. A promessa de investir cinco por cento em defesa teima em ser levada à prática e essa é a premissa maior para que Donald Trump continue a apostar os mínimos na Aliança Atlântica.

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