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Prosa: Divagações

Alexandria, uma das maiores cidades do Mundo Antigo.
23 de Fevereiro de 2015 às 17:00
geração arte, prosa
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Alexandria, uma das maiores cidades do Mundo Antigo. O seu farol iluminava até o mais distante navio que ousasse navegar as águas do Mediterrâneo, não fosse ele uma das sete maravilhas deste tempo, a par das Pirâmides, e dos Jardins Suspensos e de outras tantas coisas mais que o tempo para si reclamou. A cidade era adornada de belos templos onde diversos deuses eram adorados, desde Amón-Rá, o criador do Universo, até Set, o deus da discórdia, de gigantes palácios e da grandiosa biblioteca que todo o mundo conhecido invejava.

Imperava no Egito a família que da Grécia veio e que favores ao grande Alexandre concedeu. Cleópatra Thea Filopator, a rainha dos reis, filha de Ptolomeu, augusta esposa do perpétuo ditador da República de Roma. A sua celestial beleza qualquer homem seduzia, a sua sabedoria o Alto e o Baixo Egito iluminava, o seu amor à filosofia grande era, como a qualquer genuíno grego a História obrigava. Daí estimar a sua eloquente biblioteca, enriquecendo-a com todo o conhecimento conhecido e afirmado e aquele que mais abstrato era na sua condição.

Certo dia houve, todavia, que um grande incêndio se alastrou pela cidade de Alexandria. Começando nos barcos do irmão de Ísis, serpenteou pela cidade até cercar a entrada da mítica biblioteca. Grande parte do conhecimento que a Humanidade havia adquirido desde os seus primórdios até então foi fulminado num piscar de olhos, num maléfico acordo entre Set e Anúbis para enfraquecer a bela deusa egípcia com quem sempre em guerra estiveram.
Mas a herdeira do trono das terras do Nilo não se deixou conquistar por estes medonhos planos de seus vis inimigos. Com César desejava conquistar todo o Universo e estender com ele a influência de Roma e do Egito a todo o mundo, numa Era Dourada para que todos pudessem desfrutar da autoridade iluminada que deles emanava.

Mas Apep, deus do caos, querendo os planos da grande faraó escurecer, senadores incumbiu de fortalecer para fazerem Júlio César padecer. E assim enlouqueceu-a e despedaçou-a. Dois dos seus grandes amores tinham sido chacinados sem misericórdia. Mal sabia a esposa de Osíris que todos os seus maridos, tanto o celeste como os terrestres, haveriam de sucumbir à morte pelos mais maldosos intentos. E também o seu amado Egito, para além da sua biblioteca e dos seus filhos, conheceriam o seu fim quando Octávio conquistasse a cidade do macedónico rei.

Texto enviado pelo participante Tiago Jorge, 15 anos, de São João da Ribeira

Votação fechada. Vê os resultados na fanzine publicada com o Correio da Manhã de dia 26 de março. Entretanto, recordamos que o concurso é mensal e contamos com os teus trabalhos (vê aqui o regulamento).

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