Israel ataca Faixa de Gaza e mata quatro crianças

Entre as vítimas está um bebé de cinco meses. Telavive justifica a operação militar como resposta aos ataques do Hamas contra soldados israelitas.

05 de fevereiro de 2026 às 01:30
Uma mãe protege o filho dos ataques israelitas em Khan Younis, cidade do Sul do enclave palestiniano Foto: Haitham Imad/ Lusa
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Subiu para 529 o número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza desde que o último cessar-fogo entrou em vigor, a 10 de outubro do ano passado, após os ataques israelitas da madrugada passada, que mataram pelo menos 21 pessoas. As forças de defesa de Telavive alegam que se tratou de uma ação de retaliação contra membros do Hamas, que dispararam contra soldados israelitas, ferindo um com gravidade. Mas a verdade é que entre os mortos estão pelo menos quatro crianças, incluindo um bebé de cinco meses, segundo as autoridades de saúde palestinianas, apesar de Israel garantir que os ataques foram “precisos”. Na lista das vítimas mortais consta, também, um médico, que estava a socorrer os feridos na cidade de Khan Younis, no Sul do enclave palestiniano. Os ataques israelitas destruíram, ainda, muitas tendas do campo de refugiados de Al-Masawi, embora não tenha sido adiantado qualquer número.

Esta operação militar de Telavive surgiu três dias após a reabertura da principal passagem fronteiriça entre a Faixa de Gaza e o Egito, Rafah, para permitir a passagem de ajuda humanitária à população carenciada. Estima-se que mais de dois milhões de pessoas vivam no território palestiniano, em dificuldades extremas. De acordo com estimativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), todos os dias morre um menor de idade desde o início do cessar-fogo.

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SAIBA MAIS

Segunda fase

As tréguas entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de outubro do ano passado, entraram na segunda fase. Prevê o desarmamento do grupo islâmico palestiniano (criado em 1987) e a reconstrução da Faixa de Gaza.

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Origem

Na origem do conflito entre Israel e o Hamas está o ataque desencadeado pelo grupo palestiniano, em território israelita, a 7 de outubro de 2023. Morreram cerca de 1200 pessoas e foram feitos 251 reféns.

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