Exército israelita abre investigação a morte de bebé palestiniano na Cisjordânia
Segundo reconheceu o próprio exército de Israel, o ataque foi contra civis palestinianos que não representavam uma ameaça.
O exército israelita abriu uma investigação sobre a morte de um bebé palestiniano de sete meses, morto há dois dias por tiros israelitas na Cisjordânia ocupada, anunciou Israel.
O bebé, Sam Fahd Abou Haikal, morreu e os pais ficaram ligeiramente feridos quando as forças israelitas abriram fogo contra o carro da família na cidade de Hebron, segundo fontes palestinianas.
Segundo reconheceu o próprio exército de Israel, o ataque foi contra civis palestinianos que não representavam uma ameaça.
De acordo com informação do Ministério da Saúde palestiniano em comunicado, as três vítimas circulavam no seu veículo na zona de Tel Rumeida quando as forças israelitas abriram fogo contra eles, ferindo gravemente o bebé, que veio a falecer.
O exército tinha indicado, após uma investigação preliminar, que um dos seus soldados tinha disparado “contra civis” não suspeitos, depois de o veículo destes ter acelerado na direção das tropas.
“Com base nas conclusões da investigação preliminar, foi decidido abrir uma investigação pela Divisão de Investigações Criminais da Polícia Militar”, indicou o exército num comunicado, citado pela agência France-Presse (AFP).
Acrescentou que, “no final da mesma, as conclusões serão transmitidas ao gabinete do procurador militar”.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967.
A violência relacionada com o conflito israelo-palestiniano disparou neste território, à margem da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.
Desde então, pelo menos 1.080 palestinianos, entre os quais muitos combatentes, mas também muitos civis, foram mortos na Cisjordânia por soldados ou colonos israelitas, de acordo com um recenseamento da AFP com base em dados da Autoridade Palestiniana.
Ao mesmo tempo, de acordo com dados oficiais israelitas, pelo menos 46 israelitas, entre os quais civis e soldados, foram mortos na Cisjordânia em ataques palestinianos ou durante operações militares israelitas.
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