Líder do Hamas protegido por “escudos humanos”

Forças israelitas sabem a “localização exata” de Yahya Sinwar, mas ainda não o eliminaram porque receiam provocar a morte de reféns.

09 de janeiro de 2024 às 01:30
Yahya Al-Sinwar, chefe do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, chefe do Hamas, e Khalil al-Hayya, dirigente do Hamas Foto: Ibraheem Abu Mustafa/ Getty Images
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As forças israelitas “sabem exatamente” onde está o líder do Hamas, Yahya Sinwar, mas hesitam em eliminá-lo com um ataque devastador porque está rodeado de reféns israelitas, que estão a ser usados como “escudos humanos”, avançou na segunda-feira a imprensa israelita.

De acordo com o jornal ‘Israel Hayom’ e com a rádio Kan, as Forças de Defesa de Israel conhecem há algum tempo a “localização exata” de Sinwar em Gaza, mas sabem também que há “vários reféns israelitas” no mesmo local e, por isso, ainda não o tentaram matar. Sinwar, recorde-se, é o alvo principal da ofensiva israelita em Gaza, uma vez que terá sido ele o ‘cérebro’ do ataque terrorista de 7 de outubro, que provocou a morte de mais de 1200 israelitas, na sua maioria civis.

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Entretanto, Israel matou na segunda-feira um proeminente comandante do Hezbollah no Sul do Líbano, fazendo aumentar os receios de uma escalada na fronteira Norte. Wissam al-Tawil, vice-comandante da força de elite Radwan, foi morto num ataque aéreo israelita contra a viatura em que circulava na aldeia de Majdal Selm, perto da fronteira com Israel. “A sua morte é um golpe muito doloroso para o Hezbollah e certamente haverá uma resposta”, disse fonte da segurança israelita citada pela Reuters. No sábado, o Hezbollah lançou mais de 60 ‘rockets’ contra o Norte de Israel em retaliação pela morte do ‘número 2’ do Hamas, Salah al-Arouri, assassinado em Beirute na passada terça-feira, num ataque atribuído a Israel.

VISITA DE BLINKEN TRAVAR ESCALADA

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O secretário de Estado norte-americano Antony Blinken chegou na segunda-feira a Israel no âmbito da sua quarta visita à região desde o início do conflito. O principal objetivo deste périplo diplomático é tentar travar uma escalada regional.

GAZA “GERAÇÃO DE ÓRFÃOS”

O rei da Jordânia, Abdullah II, acusou na segunda-feira Israel de criar uma “geração de órfãos” com a sua “guerra brutal” em Gaza e avisou que a “agressão indiscriminada” contra os civis palestinianos nunca garantirá a sua segurança.

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