Manifestantes contestam ação policial contra ativistas e governo basco promete investigar
Incidentes à chegada dos ativistas da flotilha Global Sumud geram contestação.
Cerca de 2.000 pessoas, segundo as autoridades, manifestaram-se, este domingo, no centro de Bilbau, País Basco, contra a atuação da polícia, após incidentes à chegada de ativistas da flotilha Global Sumud, que o governo local já prometeu investigar.
A marcha, convocada pela Palestinaren Elkartasuna, começou depois das 13h00 locais (menos uma hora em Lisboa), com os manifestantes a exibirem um cartaz que dizia "Ertzaintza [polícia basca] e o Governo Basco, cúmplices do sionismo. Libertar a Palestina".
No início da marcha, as patrulhas policiais que avançaram à frente da manifestação ao longo da Gran Vía da cidade receberam apitos, insultos e gritos de "polícia assassina".
Israel convoca diplomata espanhola após confrontos com ativistas em Bilbau
O Governo israelita convocou a diplomata espanhola em Telavive para exigir esclarecimentos pelos "graves atos de violência" da polícia contra ativistas da flotilha Global Sumud, no sábado, à chegada a Bilbau, acusando o executivo de Madrid de hipocrisia.
"A encarregada de negócios da embaixada de Espanha em Israel foi convocada, este domingo, para uma reunião de esclarecimento no Ministério dos Negócios Estrangeiros, na sequência de graves atos de violência das autoridades espanholas contra os provocadores da flotilha", escreveu o ministério israelita na rede X, referindo-se aos ativistas que participaram na flotilha humanitária e foram detidos pelas autoridades israelitas, tendo sido expulsos do país na quinta-feira.
A convocação de um diplomata ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) representa uma repreensão ao país, na política internacional.
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