Presidente israelita considera inaceitável exclusão de Netanyahu do Fórum de Davos

Isaac Herzog afirmou que impedir Netanyahu ou o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, de participar num fórum global "equivale a recompensar o terrorismo".

20 de janeiro de 2026 às 23:14
Isaac Herzog Foto: Shawn Thew/Lusa
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O Presidente israelita, Isaac Herzog, considerou esta terça-feira ser inaceitável a proibição da participação de altas autoridades israelitas em reuniões internacionais, em referência à ausência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

"É inaceitável que a vergonhosa política internacional, repetidamente utilizada como arma contra o Estado de Israel, esteja a ser utilizada pelos fóruns jurídicos internacionais para impedir que altos funcionários israelitas, da única democracia do Médio Oriente, participem na cimeira do Fórum Económico Mundial", frisou Herzog num comunicado divulgado pelo seu gabinete.

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O chefe de Estado israelita afirmou que impedir Netanyahu ou o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, de participar num fórum global "equivale a recompensar o terrorismo".

Herzog fez estas declarações após se ter reunido na cidade suíça com a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, à sua chegada para participar no fórum.

Indicou que iria abordar com os presentes a exclusão dos líderes israelitas dos fóruns internacionais e a retirada das sanções contra Israel impostas pelo Tribunal Penal Internacional.

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O Presidente israelita instou ainda a comunidade internacional e os países europeus a agirem rapidamente para pôr fim ao que descreveu como um episódio vergonhoso de sanções ilegítimas.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) encerrou uma das principais vias legais que Israel tinha utilizado para travar ou atrasar a investigação sobre as suas operações militares em Gaza e na Cisjordânia ocupada em dezembro de 2025, rejeitando o seu último recurso e confirmando que o tribunal mantém a jurisdição sobre os acontecimentos subsequentes ao ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023.

Na prática, a decisão mantém as investigações em aberto e valida as decisões já tomadas, incluindo os mandados de detenção emitidos em novembro de 2024 contra o primeiro-ministro israelita e o seu antigo ministro da Defesa.

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A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

A retaliação de Israel, iniciada horas mais tarde no mesmo dia, fez mais de 71.400 mortos e mais de 171 mil feridos, na maioria civis, de acordo com números atualizados (incluindo as vítimas das quebras do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

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