Israel confirmou a morte. Quatro dos principais líderes do Hamas já foram eliminados.
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Israel confirmou esta quinta-feira a morte de Mohammed Deif, principal comandante do Hamas em Gaza e o ‘cérebro’ operacional do ataque terrorista de 7 de outubro e de inúmeros outros atentados contra civis israelitas ao longo de mais de duas décadas.
Deif, que já tinha sobrevivido a várias tentativas de Israel para o assassinar, nas quais terá perdido uma perna, uma mão e um olho, foi morto num ataque israelita contra um campo de refugiados na região de Khan Younis, em Gaza, no passado dia 13 de julho, no qual morreram mais de 90 civis. O Hamas não confirmou oficialmente a sua morte, mas Israel avança que a mesma foi confirmada após uma avaliação feita pelos serviços de informações nas últimas semanas.
A confirmação da morte de Deif foi conhecida enquanto decorriam em Teerão as cerimónias fúnebres do líder do gabinete político do Hamas, Ismail Haniyeh, morto na terça-feira num ataque israelita na capital do Irão (ver caixa).
Após o ataque de 7 de outubro, que causou a morte de mais de 1200 israelitas, Israel jurou vingança e anunciou que os seis principais líderes políticos e militares do Hamas faziam parte de uma lista de alvos a abater como retaliação (ver infografia). Quatro já foram eliminados, restam dois.
Eixo da Resistência discute retaliação
Dirigentes do Eixo da Resistência reuniram-se esta quinta-feira em Teerão após as cerimónias fúnebres de Ismail Haniyeh para discutir a retaliação contra Israel. "Todas as frentes da resistência irão vingar o sangue do mártir", afirmou um dos participantes. Além do Irão, o eixo inclui o Hamas, a Jihad Islâmica, o Hezbollah, os houthis do Iémen e vários grupos iraquianos e sírios.
PERFIL
Viveu e morreu tão na sombra que Israel demorou 18 dias a confirmar que o tinha aniquilado. A morte de Mohammed Deif, o homem que orquestrou o ataque do Hamas a Israel, a 7 de outubro de 2023, aconteceu a 13 de julho, mas só foi revelada esta quinta-feira. Homem mais procurado por Israel desde 1995, a vida discreta e camuflada entre a população de Gaza explica que tenha sobrevivido até agora. A família não teve a mesma sorte. Um bombardeamento israelita, em 2014, matou a mulher e os dois filhos do homem que durante anos liderou a ala militar do Hamas. Deif (‘hóspede’ em árabe) nasceu em Khan Younis num ano incerto da década de 60 e ingressou no Hamas em 1990. Especiali- zou-se no fabrico de bombas, criou o foguete ‘Qassam’ e a rede de túneis de Gaza. Acusado de vários atentados terroristas desde 1995, que mataram dezenas de israelitas, a morte de Deif é um dos mais duros golpes no Hamas.
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