Central nuclear de Zaporijia ficou totalmente sem energia após bombardeamentos russos

Zaporijia tem potência suficiente para atender as necessidades internas da central com apenas nove geradores a gasóleo em operação.

03 de novembro de 2022 às 09:55
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A central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia e considerada a maior da Europa, ficou completamente sem energia depois do bombardeamento russo na quarta-feira, que danificou as duas únicas linhas de alta tensão que ligavam a central à rede elétrica ucraniana.

A Energoatom, operadora estatal das centrais nucleares da Ucrânia, informou esta quinta-feira na rede social Telegram sobre a desconexão da central nuclear da rede elétrica ucraniana, localizada em território da Ucrânia, mas atualmente sob controlo militar russo.

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"Ontem, 2 de novembro de 2022, as duas linhas de alta tensão restantes que conectam a central nuclear de Zaporijia à rede elétrica da Ucrânia foram danificadas como resultado do bombardeamento russo. A central perdeu energia às 23:04, horário local [09:04 em Lisboa] ", explicou a empresa.

Por questões de segurança, os 20 geradores a gasóleo de reserva que a central possui foram ligados.

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Atualmente, Zaporijia tem potência suficiente para atender as necessidades internas da central com apenas nove geradores a gasóleo em operação.

As unidades de potência número 5 e número 6, que estavam ativas, estão atualmente em processo de desativação, após os bombardeamentos, acrescentou Energoatom.

"Há gasóleo suficiente para manter os geradores de reserva por 15 dias se a energia na central permanecer completamente cortada. Mas a contagem regressiva começa até a perda total de energia da central", especificou.

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A Energoatom acrescentou que "a capacidade da Ucrânia de garantir a segurança da central de Zaporijia é significativamente limitada devido à ocupação russa e à intrusão na administração da central por representantes da Rosatom", organismo estatal de energia nuclear da Rússia, que assumiu o controlo de Zaporijia.

A situação da central nuclear, a terceira maior do mundo, preocupa a Ucrânia e os países aliados, já que está localizada numa região que foi anexada pela Rússia e ali estão a acontecer intensos combates.

As instalações da central sofreram ataques desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

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