“A iniciativa da guerra já não está nas mãos de Putin”, garante Zelensky
Zelensky diz não compreender por que razão Putin insiste num conflito onde está a perder 30 mil soldados por mês.
“A iniciativa da guerra já não está nas mãos de Putin”. Esta a garantia dada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em entrevista à Fox News, onde diz não compreender o motivo pelo qual a Rússia não desiste de lutar, apesar de estar a perder “30 mil sondados por mês”. "Pedimos todos os dias para pôr fim a esta guerra, pelo menos para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidade aos diplomatas de negociar. Mas Putin não quer (...). É por isso que temos de responder, ser duros, ser fortes. Não apenas nós. Contamos com as sanções", acrescentou o líder ucraniano, já depois do encontro de terça-feira com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca.
Depois de conseguir travar o avanço das tropas de Moscovo no teatro de operações, a Ucrânia passou à ofensiva, alcançando importantes conquista nas últimas semanas e sobretudo, provocando graves prejuízos à economia russa, debilitando as suas infraestruturas energéticas e atacando petroleiros no Mar Negro.
Esta quarta-feira, as forças de Kiev atacaram uma unidade logística em Ryazan, a refinaria de Perm e um terminal de exportações e uma unidade de fabrico militar na região de Rostov. Zelensky deu ainda conta de um um ataque a um local onde estão sediados os barcos de alta velocidade da Frota do Mar Negro da Rússia, na Crimeia.
Mas, para que as ações ucranianas sejam bem-sucedidas, é necessário cuidas das suas defesas, nomeadamente do espaço aéreo, face às vagas constantes de drones e mísseis russos sobre o território ucraniano, incluindo a capital, Kiev. Este foi um dos motivos da deslocação de Zelensky à Casa Branca, garantir a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea, prometida por Trump a Zelensky na recente cimeira da NATO, no início de julho, em Ancara, na Turquia.
"Ele [Donald Trump] aceitou dar-nos as licenças e depois tive uma reunião com representantes do setor da produção, empresas militares muito importantes dos Estados Unidos", disse. "Espero que possamos avançar para uma coprodução", disse.
Só em julho, Moscovo lançou 120 mísseis balísticos e antinavio de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram intercetados, segundo a Força Aérea ucraniana. Em comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024.
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