Banco da Rússia baixa principal taxa diretora para 14%

Última vez que o Banco Central diminuiu a taxa de juro foi em 19 de junho, também com uma redução de 0,25 pontos percentuais.

24 de julho de 2026 às 13:15
Bandeira da Rússia Foto: Direitos Reservados
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O Banco Central russo baixou esta sexta-feira em 0,25 pontos percentuais a principal taxa diretora, para 14%, apesar do novo risco inflacionista provocado pela situação de défice de combustível em todo o país causado pelos ataques ucranianos contra a infraestrutura petrolífera.

"Dados os efeitos diretos e indiretos da redução temporária da capacidade produtiva em certos setores e uma política fiscal mais expansiva a três anos do que previsto em abril, é necessária uma redução mais gradual da taxa diretora de referência", informou o Banco Central russo (BC) através de um comunicado no seu site.

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As expectativas em relação à previsão da taxa de juro média para o próximo ano moderaram-se, com o BC a prever que se situe entre 10,5% e 12%, em vez de entre 8% e 10% como se estimava anteriormente.

Com a crise pela falta de abastecimento de gasolina e gasóleo em todo o país, que resultou num efeito em cadeia que se traduziu num aumento dos preços do combustível e bens de consumo, a inflação média prevista para 2026 também subiu, para entre 6% e 7%, quando anteriormente se esperava uma inflação média entre 4,5% e 5,5%.

A autoridade financeira russa atendeu assim aos pedidos do setor empresarial, depois de nesta mesma semana os patrões terem alertado para o risco de uma onda de falências a partir de setembro se a taxa de juro se mantivesse nos níveis atuais.

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"Manter a taxa de juro de referência no nível atual poderia gerar um risco de uma onda de falências no outono devido ao efeito acumulador de fatores económicos negativos", comunicou a União Russa de Industriais e Empresários na quarta-feira.

Além disso, a atual política em relação às taxas - que foram fixadas em 21% em outubro de 2024 para combater a enorme inflação no país - afeta negativamente as importações paralelas russas, aquelas que são feitas evitando as sanções internacionais impostas devido à guerra na Ucrânia, segundo o presidente da união, Alexandr Shojin.

"Atualmente, eles estão numa posição particularmente vulnerável, pois a elevada atividade de investimento dos anos anteriores, mesmo através de empréstimos caros, agravou a desaceleração económica", explicou Shojin.

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O setor empresarial russo já tinha alertado no ano passado para a crise orçamental e financeira na qual a Rússia está a mergulhar em 2026.

A última vez que o Banco Central diminuiu a taxa de juro foi em 19 de junho, também com uma redução de 0,25 pontos percentuais.

A de hoje é a décima redução das taxas de juro, que em outubro de 2024 estavam em 21%.

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Enquanto as diferentes autoridades económicas tentam resolver a situação no âmbito da competência de cada uma, o Kremlin continua a dar prioridade ao gasto militar e mantém-se, depois de mais de quatro anos de guerra, inflexível nos pedidos de rendição da Ucrânia.

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